domingo, 19 de abril de 2015

Resenha: Reboot [Reboot #1]

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. Quanto mais tempo uma pessoa permanecia morta, menos traços de humanidade ela apresentava ao retornar como um Reboot. E esse foi o destino de Wren Connolly, agora conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH (Corporação de Repovoamento e Avanço Humano). Como a mais forte, sua principal função é capturar Reboots e humanos rebeldes que representam ameaças à população, além do treinamento de novos Reboots. 
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Quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama a atenção de Wren. E a convivência com ele faz com que 178 comece a questionar a própria vida e o rigoroso método da corporação à qual tanto se dedicou. Quando a Reboot mais implacável começa a questionar suas convicções, a realidade dos reinicializados começa a mudar.
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O que eu achei?
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Reboot foi um livro que me deixou divido. Não que eu não tenha gostado do romance de estreia de Amy Tintera, muito pleo contrário. Mas por ver dois motivos bem distintos: Como um sci-fi de ação, achei ele simplesmente incrível. Como um distópico... Para mim, faltou um pouco de mais tensão. E esta divisão me acompanhou durante toda a leitura. Ao mesmo tempo em que mergulhava na narrativa fluída da autora através dos olhos de Wren (ou 178, como ela é conhecida na corporação CRAH), uma parte minha ansiava por algo mais - eu não sei - político, quanto a parte da organização da sociedade.
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Isto quer dizer que o universo da história não funcionou comigo? Não. Em nenhum momento posso falar isto. Sendo bem sincero, o universo distópico criado por Amy Tintera é um dos mais originais e refrescantes já representados em distópico Jovem Adulto. A forma como ela nos apresentou toda a questão dos Reboots - do problema que foi a epidemia do vírus KDH (responsável pela reinicialização) na população dos EUA, para depois haver o grande conflito entre humanos e reiniciados que acabou por dizimar mais da metade do país - é sucinta e convincente. Tudo que nos é necessário saber para entendermos este mundo já é revelado neste primeiro volume, sem muita enrolação e direto ao ponto. Sem falar que o próprio livro tem uma trama com começo, meio e fim - deixando aberta as pontas necessárias para a continuação "Rebels", mas sem deixar no leitor a sensação de algo incompleto. E considerei isto uma característica muito importante para diferenciar "Reboot" em relação a outros exemplos do gênero.
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Outro fator positivo são os próprios personagens. Apesar de poucos, Amy Tintera visivelmente se esmerou na personalidade e função de cada um que ela apresentou neste primeiro volume. Os mais importantes para o desenrolar de "Reboot" são Wren (a 178) e o Callum (o 22), e são eles que nós acompanhamos durante todo o livro - e são incrivelmente carismáticos, além de nos apresentarem uma inversão dos papéis "tradicionais"  de forma brilhante (já que a autora faz questão de deixar claro que o garoto é o ele ''frágil'' da relação, e a garota é a protetora/forte). Wren é uma narradora e protagonista bad ass e ao mesmo tempo ironicamente engraçada, pois mesmo acreditando piamente não ter mais traços humanos devido ao tempo que passou morta (tempo este que origina os apelidos dos personagens), em ações simples, nós percebemos que isto não é verdade - que apenas a levaram a acreditar que sim. Não organicamente, e sim através do psicológico. E quem a faz perceber isto é Callum, um dos novos recrutas da CRAH (e uma das numerações mais baixas entre os Reboots) que com seu jeito bem humorado chama a atenção de 178, que o escolhe para ser seu aprendiz.
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Como podem ver, o livro me chamou a atenção de muitas formas. A maneira como Amy Tintera constrói a sua narrativa, nos mostrando os problemas de Wren de forma pessoal - e microscópica - até que começam a se agravar gradativamente - mostrando um panorama mais geral de toda a situação dos reiniciados com relação a organização que ''reconstrói'' o que sobrou dos EUA, deixa a trama mais crível e não linear. Meu único porém mesmo é que, mesmo trabalhando bastante com o pós-apocalíptico e o sci-fi de seu romance, eu não senti que o lado distópico ganhou muitos contornos. Nós sabemos que ele está lá, em algum lugar, mas é uma ameaça fantasma - sem rosto e sem urgência direta, que talvez seja aprofundada melhor na continuação (e último volume da série).
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Mesmo com este ponto não me satisfazendo por completo, não posso negar que "Reboot" é um bom livro. Sim, ele é um distópico Jovem Adulto com presença constante de romance. Mas o livro não se restringe a apenas esta faceta. Ele cumpre o seu papel de forma mais do que satisfatória, não deixando rombos na construção do cenário ou da própria narrativa. Se você é fã de livros de ficção científica ágeis e que vai direto ao ponto, com certeza é uma história feita para você. E, mesmo se ''encerrando'' em si mesmo, estou curioso para saber em que direção a autora vai nos levar em ''Rebels''.
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Sobre a autora:
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Amy Tintera nasceu no Texas e se graduou em Jornalismo pela Texas A&M University. Mudous-se para Los Angeles após se especializar em cinema, mas descobriu que não gostava de trabalhar na industria cinematográfica e decidiu voltar para a sua primeira paixão: Escrever. Pode ser encontrada com frequência observando o espaço e inventando formas de seus personagens escaparem da morte. Para escrever Reboot, seu romance de estreia, inspirou-se em diversas séries de TV, como "Dexter", "Buffy" e "The Walking Dead".
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TÍTULO:  Reboot
TÍTULO ORIGINAL: Reboot
SÉRIE: Reboot
PÁGINAS: 352
AUTOR(A):  Amy Tintera
EDITORA: Galera
NOTA: 4 Estrelas

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