terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resenha: O Presente do Meu Grande Amor

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. 
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Organizado por Stephanie Perkins, autora dos best-sellers "Anna e o Beijo Francês'' e "Lola e o Garoto da Casa ao Lado", e com participação de adorados autores aclamados pelo público Jovem Adulto (como Holly Black, Rainbow Rowell, Gayle Forman, David Levithan entre outros), o pessimismo não tem lugar neste livro - afinal o Natal é época de esperança. 
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O que eu achei?
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Como já disse várias vezes aqui, nas últimas semanas: Eu adoro o clima das Festas. Por isso , e para marcar a minha última leitura de 2014 (além da última resenha postada aqui no blog), acabei escolhendo a antologia ''O Presente do Meu Grande Amor'', organizado pela Stephanie Perkins, para ler nestes últimas dias do ano. Tudo bem, meu plano original era ler o livro logo nas primeiras semanas de Dezembro... Mas como sou quem eu sou, acabei me enrolando todo, e só pegando o volume agora. Para ser mais exato, no dia 25 - em pleno Natal. Mas como ainda estamos na Semana Especial do blog, e ainda temos o Ano Novo pela frente, acho que estou dentro do prazo
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Dia 25/12/2014 - Quinta Feira, 12:00

Primeira parada - Meias Noites, de Rainbow Rowell

Nota: 5 Estrelas
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Primeiro texto da autora que eu leio e... Estou simplesmente encantado. E muito empolgado para ler o meu ''Fangirl''! De verdade. Pois, sempre que eu vejo que um autor está sendo muito badalado, eu vou ler algo dele com minhas mãos e os meus pés atrás. Mas - eu ADOREI esta história! Sem sombra de dúvidas, ''Meias Noites'' e aquele tipo de conto que você termina com a deliciosa sensação de ''Quero Mais!''. E eu realmente precisava de um livro com esta história (será que seria pedir muito para o Papai Noel? XD ). A narrativa, mesmo sendo em 3ª pessoa, é muito gostosa e fluída - e, em poucas páginas, ela sabe como fazer um leitor torcer pelos encontros e desencontros do seu casal de protagonistas (os amigos Mags e Noel, que se conhecem - vejam só - em uma noite de Ano Novo!). Apesar do meu coração peludo neste ano de 2014, ''Meia Noites'' conseguiu me emocionar mais do que alguns romances ''completos'' que li nos últimos tempos. Isto quer dizer alguma coisa...
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Dia 25/12/2014 - Quinta Feira, 14:35
Segunda parada - A Dama e a Raposa, de Kelly Link
Nota: 2 Estrelas
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Sendo bem sincero, eu não sei muito bem o que dizer sobre este conto - além de um GRANDE ''What The F*ck?!''. Foi uma escolha estranha para suceder o adorável ''Meias Noites'', e ele em si É um conto estranho. Apesar da narrativa rápida (ainda em 3ª Pessoa), eu me senti andando em um quarto escuro em 90% do tempo. Obviamente, a autora quis seguir uma linha mais fantástica para a sua história... Mas, ainda assim, não sei o que ela quis dizer ao contar uma história que parece trazer uma estranha versão de ''O Leão, A Feiticeira e o Guarda Roupa'' sem o selo Disney (ou as lições do Lewis), e jogada no universo alternativo de jovens Hipsters - e isto é tudo o que posso dizer sem entrar em Spoilers. Mas eu não estou louco, existe um paralelo ali. Por ser uma história com uma linha temporal muito longa, a trama em si parece apressada - com grandes lapsos temporais pouco desenvolvidos. Me passou a impressão que a autora queria contar tudo... E nada ao mesmo tempo. Mas uma vez: Foi bizarro. Esta é a melhor definição para ''A Dama & A Raposa''.
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Dia 26/12/2014 - Sexta Feira, 09:35
Terceira parada - Anjos na Neve, de Matt De La Peña
Nota: 4 Estrelas
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Confesso que, depois de ''A Dama e a Raposa'', eu estava com medo da leitura do 3º conto da antologia. Mas, vejam só... Eu estava apenas sendo ridículo, como sempre. ''Anjos na Neve'' é a primeira história das doze que tem um tom mais melancólico e introspectivo. E eu adorei isto! Sem falar que o protagonista é filho de Mexicano. O que só me lembrou ''Química Perfeita'', e me deu muita - MUITA - nostalgia. Por algum motivo, imaginei Shy e Haley - os personagens que se veem presos em um prédio durante uma nevasca em Nova York - a cara da Mia e do Miguel (talvez por que tenha começado a ler depois de assistir ''Rebelde'' - sim, me julguem) e... Eu me identifiquei MUITO com o rapaz. Ele é do tipo de pessoa que pode estar na m*rda, mas só vai confessar isto para outra pessoa quando não tiver mais escapatória. Sei que isto é horrível, mas sou assim também. Outro ponto onde a identificação bateu forte foi descobrir que, para mexicanos, a Véspera de Natal tem um peso maior do que o dia seguinte em si - assim como é no Brasil. No meio de tanta neve distante, encontrar uma referência deste tipo acabou estreitando ainda mais os laços com a narrativa. Eu só tirei uma estrela, pois... Bem, são as Festas. Eu só quero pontos finais. Possibilidades me deixam deprimido. 
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Dia 26/12/2014 - Sexta Feira, 16:10
Quarta parada - Encontre-Me na Estrela do Norte, de Jenny Han
Nota: 5 Estrelas
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Eu estava muito tentado a descontar meia estrela deste conto, só pelo o que ele fez comigo - Mas não posso fazer isto. Mesmo que o final dele tenha quebrado o meu coração em um milhão de pedaços (tão pequenos e tão finos que será quase impossível reconstruí-lo),eu estaria sendo muito injusto (para falar o mínimo). Mas estou me adiantando, eu sei disto... Então: Foco em ''Estrela da Meia Noite''! E falando em foco, até o momento, este foi o conto que mais gostei - junto com o da Rainbow Rowell. E, vejam só, dos quatro já lidos, ''Estrela'' é o menor. Ele se passa inteiramente no Polo Norte, e nele conhecemos a Natty (que nada mais é do que a filha adotiva de Sir Santa Claus!). O clima da narrativa é simplesmente adorável, e mesmo envolto pela magia da história, a autora sobe deixar tudo muito crível (o que é meio esquisito de se falar de um conto onde os Duendes podem ser mais altos do que os humanos!). Como deu para perceber, estava indo tudo muito bem, até chegar nas últimas linhas da história. Literalmente. Foi quando a Jenny Han, cansada de brincar com nossos sentimentos, simplesmente arrancou o meu coração e deu para as Renas comerem. Eu ainda estou em choque. Tudo o que consigo dizer é: ''CADÊ SEU ESPÍRITO DE NATAL, MULHER?! EU QUERO SER AFAGADO... NÃO LEVAR UM TAPA NA CARA!''. 
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Dia 26/12/2014 - Sexta Feira, 21:10
Quinta parada - É um Milagre de Yule, Charlie Brown, de Stephanie Perkins
Nota: 4 Estrelas
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Finalmente, chegamos ao conto da organizadora da antologia. Por experiências anteriores, eu não sabia se esperava algo incrível (Lola e o Garoto da Casa ao Lado) ou algo superestimando (Anna e o Beijo Francês). No fim, encontrei um meio termo. Pois, sim, achei toda a ideia da comemoração do Solstício de Inverno ao invés do Natal propriamente dito um tanto pretensiosa (Ok, sei que é uma festividade de Fim de Ano também... Mas não neguem isto, ela organiza uma antologia de Natal e faz um conto sobre o Yule. "Síndrome de Anna" gritou neste momento). Entretanto, eu gostei da ambientação, dos diálogos e - principalmente - gostei MUITO dos personagens. North e Marigold (sim, os nomes são uma piada na própria história) são carismáticos e te cativam assim que surgem na sua frente. Pelo começo da história, e por boa parte do seu desenvolvimento, eu estava certo que este conto ganharia cinco estrelas. Mas, quando tudo que estamos esperando enfim começa a acontecer, bom, a Perkins começou a correr. Sem necessidade alguma, devo acrescentar. E o que estava indo muito naturalmente, começa a dar uma sensação de apressado - que, sim, tirou um pouco do brilho da narrativa. Que fique claro: Eu GOSTEI do final e do conto em si. Só que ela poderia ter dado o MESMO final, mas com algumas páginas a mais. Acho que, não só os leitores, como North e Marigold mereciam um pouco mais de carinho no encerramento de tudo.
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Dia 27/12/2014 - Sábado, 14:00
Sexta parada - Papai Noel por Um dia, de David Levithan
Nota: 3 Estrelas
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Terceiro dia de diários, sexto conto lido. Mesmo já conhecendo o autor, eu não sabia muito bem o que esperar desta história do David Levithan. Quero dizer, sim, eu já suspeitava que ela seria voltada para a temática LGBT (além do clima de Natal. lol), mas era só isto. E, agora que finalizei, não sei se gostei muito, ou se ele foi apenas ''just ok''. Pois... É uma história de momentos. Basicamente, ''Papai Noel Por Um Dia'' conta a história de um rapaz que se veste de Papai Noel para a irmã mais nova do namorado, a pedido do mesmo. A narrativa é toda focada na noite de Natal e, para mim, ela foi divida em três pontos muito distintos. Obviamente, temos o começo - que eu achei meio Boring. O meio dele, para mim, foi a melhor parte - pois é quando ele se encontra com a menininha e foi realmente bastante emocionante ver o garoto lutar para manter a inocência da cunhada (mesmo estando completamente perdido no que deveria fazer). Mas a finalização... Bom, basicamente eu não senti que teve uma. Parece que ficamos vagando pela casa junto com o personagem - sem saber para onde vamos, até finalmente chegar ao último parágrafo. Se ele tivesse terminado algumas páginas antes, logo após a parte do ''Papai Noel por um dia'' propriamente dita, acho que a história teria sido muito mais bonita. Do jeito que ela termina, infelizmente, deixa tudo meio apático e sem graça.
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Dia 27/12/2014 - Sábado, 19:15
Sétima parada - Krampuslauf, de Holly Black
Nota: 5 Estrelas
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Começando a segunda metade de ''O Presente do Meu Grande Amor'', enfim cheguei a autora que eu mais me perguntava: O que será que ela fez? Ou melhor: O que será que ela aprontou? Pois, se tratando da criadora de ''Mestres da Maldição'' e ''A Garota Mais Fria de Coldtwon'', eu podeia esperar qualquer coisa. E foi exatamente isto! Se eu pudesse resumir ''Krampuslauf'' em poucas palavras, elas seriam: Holly Black sendo Holly Black - da melhor forma possível. Eu sei que posso estar sendo muito fanboy, mas é quase impossível não ser tendencioso com a autora... Essa mulher não me decepciona. Sim, eu já esperava que ela fosse escrever uma história fantástica (e que ela não seria nem um pouco paternalista... Mesmo em uma antologia de Natal), mas ainda sim, ela se jogou por um caminho que eu NÃO antevi. Para começar, como o nome do conto dá a entender, o tema dele não é exatamente o lado bonito das Festas (com as renas e o Papai Noel) e sim o seu contra-ponto: Krampus, o cara mau que é ''responsável'' pelas crianças travessas. Eu já tinha ouvido falar desta lenda, mas da forma como a Holly abordou, é completamente refrescante (como tudo o que ela escreve). Eu não quero entrar em muitos detalhes, pois acho que a forma como o conto vai se desenrolando conta muito também. Mas eu posso garantir: Se você gosta do lado sujo dos personagens da autora aliado ao clima encontrado na série Wicked Lovely de Melissa Marr, com certeza vai se deliciar com esta fábula deliciosamente bizarra de Ano Novo. (E um bizarro legal... Não um bizarro estranho do tipo ''A Dama e a Raposa'').
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Dia 28/12/2014 - Domingo, 15:30
Oitava parada - O que diabo você fez, Sophie Roth? , de Gayle Forman
Nota: 4 Estrelas
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E, finalmente, o primeiro conto de Chanucá da antologia! O que me leva à dizer: Achei que teriam mais. De verdade. Mas enfim... Mesmo fugindo das festas mais óbvias, a Gayle Forman conseguiu contar a sua história sem soar pretensiosa (como a Stephanie Perkins)... Quero dizer, eu achei a protagonista (A Sophie Roth do título) uma reclamona de marca maior. Mas a narrativa, o lema "O que diabo você fez, Sophie Roth?", o clima em si... Tudo é fofo! E sei que não deveria estar comemorando algo deste tipo - pois, vamos expor os fatos: Não deveria ser uma exceção a ser comemorada - mas o interesse amoroso da Sophie é negro. Sim, o carinha é negro! E sem qualquer esteriótipo (do tipo "brow". Ou qualquer história de vida sofrida que sempre tem um personagem que foge do Whitewashing. Ele só é rico) que poderia ser usado (insira aqui um demorado revirar de olhos e uma boa rodada de calafrios, só de imaginar que os exemplos de fato poderiam ter acontecido). Mas isto é sério: Quantas histórias YA's ou NA's são protagonizadas por negros? Se você respondeu 5%, acho que está sendo até bem bonzinho. Mas não é por ser negro que o Russel é legal. Ele É Legal - o que compensa um pouco a mimimice chata da Sophie. Pois eles são como Yin & Yang. Mas o que eu quero (antes de todos estes parenteses contestando o fato de haver pouquíssimos protagonistas negros em YA's e NA's) realmente dizer é: a história é naturalmente fofa, e não coloca o carro na frente dos burros, e os dois juntos é aquele tipo de casal que te faz dar suspiros felizes. Só não ganhou cinco estrelas, por culpa da Sophie Roth. 
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Dia 28/12/2014 - Domingo, 19:30
Nona parada - Baldes de Cerveja e Menino Jesus, de Myra McEntire
Nota: 3 Estrelas
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Bom, se teve um conto que eu queria de verdade dar uma nota maior para ele, sem sombra de dúvidas, este seria o ''Baldes de Cerveja e Menino Jesus''. Olhando por um retrospecto, dá para perceber que a autora teve uma ideia muito boa para a sua história. E, ao que parece, curtiu tanto que desenvolveu várias nuances para ela e seus personagens. Só que aí residiu o problema: Ela desenvolveu DEMAIS, e coisas que não tinham importância nenhuma para o conto. Simplesmente, me pareceu que a autora teve a ideia para um romance longo, só que resolveu adaptar para uma narrativa curta e... Quis colocar TODOS os detalhes que passou pela sua cabeça na trama. O que acabou deixando tudo muito cansativo e atrapalhou muito o desenvolvimento da narrativa. Acho que, meu primeiro pensamento ao terminar a participação da Myra McEntire na antologia foi exatamente este: "Ela teve a ideia perfeita... Para um livro de Natal. Não para um conto." Pois ela tinha tudo para me agradar: Um protagonista meio ''delinquente'', que precisa fazer trabalho voluntário na Peça de Natal da Igreja Metodista local, e se revela apaixonado pela filha do Pastor. Mas, como uma história curta, a autora falhou miseravelmente. Uma vez, vi um documentário da JK Rowling, onde ela dizia: ''O Leitor precisa sentir que o autor sabe de tudo, mesmo que ele não conte tudo...''. E era isto que o conto pedia. Ela poderia ter contado a mesma história, mas com uma execução sem todos os detalhes cansativos e desnecessários. A história teria ficado perfeita, e teria ganho um 5 estrelas com louvor. Uma pena.
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Dia 30/12/2014 - Terça, 09:30
Décima parada - Bem vindo a Christmas, Califórnia, de Kiersten White
Nota: 5 Estrelas
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Depois de um dia inteiro afastado da leitura por culpa do calor escaldante do Rio de Janeiro, finalmente volto para a reta final de "O Presente do Meu Grande Amor". E,antes de mais nada, preciso começar a falar sobre "Bem Vindo a Christmas, Califórnia", com um quote: "A Véspera de Natal é meu dia preferido (...) Acho que a expectativa é mais divertida do que qualquer outra coisa. Eu meio que tinha perdido isto". Como podem perceber, este foi um dos contos que mais me tocaram, e terminei ele simplesmente abraçado ao meu Cassel, apenas tentando segurar o amor transmitido pelas palavras da Kiersten White. Se chorei com "Estrela do Norte" por ter o meu coração despedaçado, este m fez chorar de alegria. Basicamente, é uma história sobre renovação de esperança. E família. E amor, é claro. Este é o segundo conto protagonizado por um latino, mas o clima dele é completamente diferente do de ''Anjos na Neve''. Mesmo tendo romance, ele não é a parte mais importante da história. E estou quase usando o Google para descobrir se ''Christmas, Califórnia'' realmente exite. A autora conseguiu fazer tanto com tão pouco que nem sei como exemplificar por palavras tudo o que estou sentindo neste momento. É só que... Ele realmente soube me trazer o clima das Festas. E o mais legal disto tudo? Bom, assim como eu, fica mais do que claro que Kiersten White também acha que boa comida pode ser mágica... E que, se feita com amor, ela pode transformar qualquer coisa. Não é mesmo, Ben?!
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Dia 30/12/2014 - Terça, 13:50
Décima Primeira parada - Estrela de Belém, de Ally Carter
Nota: 3 Estrelas
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Se eu disser que não estava esperando um conto incrível da Ally Carter, estaria mentindo. De verdade. Pois gostei muito da autora em Ladrões de Elite e no Crossover entra a série e ''Escola de Espiãs''. Então, sim, eu esperava algo... Mas a primeira história 100% contemporânea da autora que eu leio foi bem mediana. Não horrível, ou ''MEU DEUS, O QUE ISTO ESTÁ FAZENDO AQUI?''. Mas só "Just Ok". Este foi mais um caso onde acho que, se a ideia tivesse sido desenvolvida em um livro, teria sido bem melhor. Não por estar repleto de informações como o conto da Myra McEntire. Mas por se preocupar tanto com o "tamanho" da trama, que acabou passando batido na antologia. Pois, do jeito que foi conduzido, tudo ficou apressado demais... Raso demais. O que é uma pena. Sem falar que, todos os segredos que foram revelados no final, ou eu já sabia ou já suspeitava desde o começo. De uma forma torta, até o título do conto meio que é um spoiler do segredo que ele revela nas últimas páginas. Então, não houve surpresa. Sim, a escrita é gostosa. E sim, tiveram bom momentos em que ele conseguiu arrancar de mim algumas risadas. Mas, como eu disse, foi uma história que passou batida. Um conto ''legal'', mas que você sabe que - daqui a alguns meses - ao olhar para a antologia, não vai ser um dos primeiros a serem lembrados. Infelizmente.
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Dia 30/12/2014 - Terça, 16:50
Décima Segunda parada - A Garota que Despertou o Sonhador, de Laini Taylor
Nota: 1 Estrela
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Eu achava que não poderia haver outro conto tão deslocado na antologia como ''A Dama e a Raposa''... Como eu estava enganado. Pelo menos, ao escrever sua história, Kelly Link tinha em mente que esta era uma antologia de Natal. Coisa que, ao que parece, Laini Taylor não soube identificar. Seguindo a premissa das classificações curtas, tudo o que esta história foi para mim pode se resumir em duas palavras: Pretensioso e Cansativo. Mesmo sendo visivelmente bem escrito, e em um universo muito bem planejado, me senti alheio a tudo o que acontecia. A protagonista não me cativou durante um minuto sequer e... Céus, isto não é um conto de Fim de Ano. De maneira alguma! O que me leva a supor que talvez esta história faça parte da série da autora... Mas isto seria um erro terrível, pois para quem não é um leitor de ''Feita de Fumaça e Osso'', a trama simplesmente não tem apelo nenhum. E o fato dele se passar durante o Advento é só um detalhe - pois o clima da história é completamente alheio às Festas (e aqui eu digo: Qualquer que seja!). Eu não sei aonde a Stephanie Perkins estava na cabeça ao deixar esta história finalizar a antologia. Depois de tanto esmero dos outros autores, a narrativa deixa no leitor uma impressão completamente agridoce - e que não combina nem um pouco com o clima do restante do livro (mesmo nas histórias mais melancólicas). Para mim, Laini Taylor apenas quis ser a diferente... Mas falhou miseravelmente. E, neste quesito, até a trama bizarra de Kelly Link obteve mais sucesso. Infelizmente, uma antologia tão legal quanto "O Presente do Meu Grande Amor" termina com um conto tão forçado quanto "A Garota que Despertou O Sonhador".
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Avaliação Geral: 4 Estrelas
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Apesar de algumas auguras pelo caminho, gostei bem mais de "O Presente do Meu Grande Amor" do que eu esperava. Sim, eu arrancaria sem só e piedade as histórias de Laini Taylor e Kelly Link da antologia - já que elas apagam um pouco todo o brilho que o volume reluz. Mas, das doze histórias, cito como destaque as de Holly Black, Rainbow Rowell, Jenny Han e Kiersten White. Foram cinco estrelas e me conquistaram de verdade (Duas delas me tirando lágrimas dos olhos, coisa que muito livro grande não conseguiu - neste ano de 2014). Na categoria "poderia ser melhor", cito a de David Levithan (que, por mim, terminaria na metade da história), Myra McEntire (que não precisava ter colocado todos aqueles detalhes), e da própria Stephania Perkins e Ally Carter (que pecaram ao apressar a conclusão de suas histórias). Todas as outras cumpriram muito bem com o papel proposto pela antologia, e gostei de cada uma em específico. Sem sombra de dúvidas, se ainda estiver no clima das Festas, e quiser ler algo não só sobre o tema, mas que também vai te divertir, "O Presente do Meu Grande Amor" é uma escolha mais do que acertada.
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Sobra a Organizadora:
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Stephanie Perkins (www.stephanieperkins.com) sempre trabalhou com livros - primeiro como vendedora, depois como bibliotecária e agora como romancista. Adora café moca, contos de fadas, música alta, caminhadas na vizinhança, chá de jasmim e tirar sonecas à tarde. E beijar. Stephanie e seu marido moram nas montanhas do norte da Califórnia.
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TÍTULO: O Presente do Meu Grande Amor
TÍTULO ORIGINAL: My True Love Gave to Me
ORGANIZADOR(A):  Stephanie Perkins
EDITORA: Intrínseca
PÁGINAS: 352
NOTA: 4 Estrelas

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