sábado, 19 de outubro de 2013

Resenha: Prodigy

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte. June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez.
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Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles.

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O que eu achei?
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Existem livros que caem na temida ''maldição do 2º volume''. Já outros riem na cara dela, e chutam o seu traseiro. Definitivamente, ''Prodigy'' se encontra no grupo dos Badass...
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Estou à meia hora tentando escrever esta resenha, mas ainda não sei o que dizer. Este é um livro que venho esperando para ler desde o final do ano passado - quando conheci a história através do incrível primeiro volume da série, ''Legend''. E, levando em conta o seu antecessor, eu estava com altas expectativas com relação à ele. Muito altas mesmo. Em níveis épicos. Titânicos... Só que, ao que parece, elas não foram suficientes para a autora. Como se fosse possível, Marie Lu nos proporcionou um livro que simplesmente supera qualquer expectativa. 
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E agora estou aqui, completamente sem palavras.
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Já por estes primeiros parágrafo dá para perceber que este texto vai estar impregnado de ataques eufóricos de um fã alucinado - mas não tenho como evitar. Não tenho, e não quero, pois ''Prodigy'' pede exatamente isto! E se eu pudesse descrever o livro inteiro em uma única frase, ela seria: De tirar o fôlego. No sentido literal - e isto não é nenhum exagero. 
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Para se ter uma ideia, houveram momentos em que eu simplesmente tinha que parar a leitura e ir andar pela casa, para tentar me recuperar de alguma reviravolta na trama, ou depois de uma revelação bombástica. Às vezes fiquei com vontade de matar os personagens. Outras vezes fiquei com vontade matar a autora. Teve até um dia que eu quase fiz como o Joey de ''Friends'', e guardei o livro no refrigerador - pois, à cada virada de página, eu me via preso em uma gigantesca e assustadora montanha-russa emocional... E não via como poderia sair dela.
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Neste volume, todo o mundo que nos é apresentado em ''Legend'' ganha dimensões mais profundas e mais reais. Nem tudo é preto, e nem tudo é branco. A autora explica para o leitor não só o porquê da nova divisão dos Estados Unidos, como também a razão do mundo estar assim, do jeito que está. Este foi um detalhe que fez toda a diferença, pois constantemente nos deparamos com distopias onde ou o seu criador conta tudo muito superficialmente - dando à entender que, em um planeta com mais de 7 bilhões de habitantes, só a América sobreviveu - ou não conta nada... O que é frustrante. Mas Marie Lu não esconde o jogo. Ela joga a verdade na nossa cara, antes mesmo de estarmos preparados.
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Mas não é isto o que faz de ''Prodigy'' um livro tão incrível quanto ele é. O que me ligou de verdade à esta nova história foram os seus personagens. Neste volume, conhecemos mais de June e Day. Nós descobrimos mais sobre o passado dos dois, sobre suas famílias e suas vidas. Vemos a relação entre eles crescer e se intensificar. Viajamos mais fundo na essência de cada um, e identificamos seus pensamentos e suas lembranças mais sombrias. Se antes eu os acompanhava, agora eu torço por eles. Fico triste e feliz por eles. Fico com raiva deles. E também sofro com eles.
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E os dois sofrem muito neste livro... Eles se machucam, e machucam um ao outro, e eu me machucava junto. Pois, parando para analisar bem friamente, ''Prodigy'' não é um livro necessariamente feliz. Ele é como um foguete em constante ascensão, queimando todo o ar por onde ele passa. E como eu disse antes, eu precisava de alguns momentos ''no mundo real'', pois tudo o que acontecia no decorrer da narrativa era intenso demais, e vivo demais.
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Enfim, acho que já falei demais. Ou não falei nada... Eu sei que ainda estou em suspenso, e meio letárgico, como efeito do desfecho que o livro possui - nem querendo imaginar para onde ''Champion'' (o último volume da trilogia) irá nos levar. Se você já leu ''Legend'', tudo o que posso falar é que se prepare psicologicamente para esta continuação. A autora não soube apenas dar sequência a história, como também à levou para um novo patamar. Mas já vai se preparando. Da primeira à última página, o livro irá mexer com você. Ele vai arrancar o seu coração, e triturá-lo em um liquidificador, bem na sua frente. Mas você vai gostar. E irá contar os dias para voltar ao mundo criado por Marie Lu...
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Meu quote favorito:
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''- O que foi isso?
   - Não foi óbvio? - responde Kaede, sarcasticamente, quando saímos da escuridão do prédio e chegamos à rua.
   Ficamos calados. Finalmente, Kaede explica:
   - A classe trabalhadora entra pelo cano em tudo o que é lugar, não é? (...) Não existe a tal utopia burra que tu fantasia, Day. Simplesmente não existe. Eu não tinha por que dizer isto antes; é uma coisa que você precisava ver com os seus próprios olhos.''
Página 257
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Booktrailer:
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Sobre a autora:
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Escreve romances jovens-adultos, e tem um amor especial por livros distópicos. Antes de se tornar uma escritora em tempo integral, era diretora de arte em uma empresa de jogos. É formada na Universidade do Sul da Califórnia, e atualmente vive em Los Angeles.
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TÍTULO: Prodigy - Os Opostos perto do Caos
TÍTULO ORIGINAL: Prodigy
SÉRIE: Trilogia Legend
PÁGINAS: 304
AUTOR(A): Marie Lu
EDITORA: Prumo
NOTA: 5 estrelas

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