sexta-feira, 24 de maio de 2013

Resenha: Simplesmente Ana

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. 
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Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.
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O que eu achei?
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Na primeira vez em que eu li a sinopse do livro ''Simplesmente Ana'', confesso que torci o nariz. A premissa da história, onde uma menina aparentemente comum descobre que seu pai na verdade é o regente de um país distante (e que, por acaso, ninguém conhece) me lembrou muito ''O Diário da Princesa'', de Meg Cabot (e isto definitivamente não foi um fator positivo, pois eu não sou muito fã desta série em particular da autora). Entretanto, mesmo com este ''ponta contra'', uma pequena voz dentro de mim ficou atiçando a minha curiosidade com relação ao volume - não me deixando sossegar até que conseguisse um exemplar dele (e eu consegui, a propósito).
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Eu gostaria de dizer que o livro me surpreendeu desde o primeiro momento, mas não foi bem assim. Mesmo tendo uma narrativa super fluída e jovem, no começo, eu não conseguia mergulhar completamente de cabeça na trama apresentada. As comparações com Mia Thermopolis meio que foram inevitáveis, e isto me travou um pouco. Eu continuei a leitura, mas sempre parava para ficar procurando a semelhança (ou a diferença) entre ele e a versão americana.
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Outro ponto da introdução da história que não me agradou muito foi em como a protagonista aceitou fácil o fato dela ser uma princesa. Não só isto, como também em como ela foi um tanto quanto passiva ao conhecer um pai que até então ela não conhecia e nem suspeitava que um dia poderia procurá-la. Esta reação ''super de boa'' da Ana com relação à esta mudança repentina na sua vida acabou dando um ar meio artificial e pouco crível para a situação toda - mesmo entendendo esta escolha da autora, ao querer demonstrar que a personagem, com 20 anos, era bastante madura (o que, para mim, não justifica muito... Pois tenho 23 anos e tenho plena consciência de que entraria em parafuso se recebesse uma revelação de família desta magnitude).
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Mas toda esta minha apatia e desconforto com o volume durou mais ou menos até a viagem de Ana para o pequeno território da Krósvia. À partir deste momento, o livro finalmente ganhou uma identidade própria, e me conquistou.
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Eu realmente gostei da ambientação que a autora deu para o seu país do Leste Europeu (pelas características, acho que a Krósvia ficaria no Leste Europeu, não tenho certeza - e estou com preguiça de pegar o meu atlas no armário). Os personagens que vivem no palácio, desde os funcionários até  a família Real, vão cativando o leitor lentamente e até a própria história ganha um ritmo mais gostoso. Não tem como não se apaixonar pela assistente Irina ou pela chefe de cozinha Karenina - e não tem como ficar indiferente à relação de amor e ódio que Ana cria com Alexander (o enteado do Rei Andrej, que você logo percebe que quer ser tudo, menos o irmão postiço da protagonista). Neste ponto, eu já não contava mais as páginas. Simplesmente seguia o fluxo da narrativa.
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Talvez, o que mais tenha me ganhado no decorrer da leitura foi perceber a forma despretensiosa que Marina Carvalho escolheu para escrever o seu livro de estréia. É aquele tipo de romance ''Sessão da Tarde'', com alguns clichês do gênero - mas gostoso de acompanhar. Passado a estranheza inicial, eu consegui sentir que - mesmo criando um cenário novo - a autora queria apenas escrever o seu conto de fadas moderno. Para entreter o leitor. E isto ela conseguiu.
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Comecei ''Simplesmente Ana'' achando que iria odiá-lo, mas no fim, não queria que acabasse. Gostei tanto de conhecer a Krósvia que, quando chegou a hora de voltar para casa, eu tentei adiar a despedida o máximo que podia. O livro tem começo, meio e fim, mas o gostinho de quero mais prevaleceu quando cheguei ao último parágrafo. Enfim, foi uma leitura divertida, leve e que conseguiu me prender. E o mais importante de tudo: me deu um verdadeiro tapa sem mão - só para que eu me lembrasse de não julgar um livro sem ter lido ele antes.
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Para ler escutando:
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Artista: Bon Jovi - Música: In These Arms.
Artista: Jota Quest - Música: Só Hoje.
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Sobre a autora:
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Marina Carvalho é professora, jornalista e mãe. Passa os dias diante de um objeto plano e retangular, seja o quadro negro da escola onde trabalha ou a tela do computador. Escrever é uma de suas maiores alegrias. Sempre foi uma ávida leitora. Está sempre com um livro debaixo do braço e outro na cabeceira da cama: eles são seus companheiros de todas as horas. 
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Quando criança devorava as revistinhas da Turma da Mônica. Formou-se em Jornalismo pela PUC-Minas e exerceu o cargo de assessora de comunicação. Hoje é professora de Língua Portuguesa e Literatura, não à toa, já que morre de amores pelas palavras. "Simplesmente Ana" é seu livro de estreia.
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TÍTULO:  Simplesmente Ana
PÁGINAS: 304
AUTOR(A):  Marina Carvalho
EDITORA: Novo Conceito
NOTA: 4,0 Estrelas

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