segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resenha: O Teorema Katherine

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
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Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
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O que eu achei?
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Como eu já disse milhares, e milhares, e milhares de vezes, mesmo eu não tendo uma relação interpessoal muito boa com o John Green (a pessoa, o vlogger), eu sou completamente apaixonado por ''A Culpa é das Estrelas''. Foi um livro que eu já fui ler esperando não gostar nem um pouco, e quebrei a cara totalmente. Então, sim, eu estava com uma certa expectativa para o lançamento de ''Teorema Katherine'' por aqui.
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O que é engraçado, pois MUITA gente já tinha me avisado que - definitivamente - ''Teorema'' não era o melhor livro do autor, muito pelo contrário. Mas estava todo mundo tão empolgado no Twitter, Facebook, blogs e afins com a publicação que eu simplesmente ignorei todo e qualquer conselho, e corri para ler - ainda mais que ele era o livro do mês no Clube do Livro.
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E o que foi que eu descobri com a minha leitura do supra citado?! Bom, definitivamente, ''Teorema Katherine'' não me transmitiu nem um décimo de sentimentos e nem me proporcionou o mesmo fascínio que ''A Culpa é das Estrelas'' me deu no ano passado. Pode parecer algo meio injusto de se falar, já que - eu sei - são livros com temas completamente diferentes, mas devido à comoção que ''Katherine'' causou com a sua chegada por aqui, eu esperava ao menos uma narrativa tão brilhante quanto à empregada na história de Hazel & Gus. E, não, o livro não chega nem perto disto. Para falar a verdade, eu achei ele bem mais pretensioso do que esperto.
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Em cada página de ''Teorema'', eu senti uma necessidade terrível do John Green em querer provar para o leitor em como ''Oh, ele é esperto, e engraçado, e inteligente e nerd''. Principalmente o último.  Foi MUITA forçação de barra a coisa toda da matemática, e em como o Colin Singleton - o nosso ''amado'' (aham, sei... ¬¬') protagonista - se porta por ser um ''prodígio''. Tinham partes, que eram nitidamente para serem engraçadas. Mas acabaram ficando enfadonhas e arrastadas.
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Por falar no Colin, eu achei ele completamente pedante e infantil e egoísta. A minha vontade era de entrar no livro à cada cinco páginas só para dar uma surra nele, tamanha a minha irritação. Ele faz MUITO mimimi por nada, e nem dá para colocar a culpa por que ''olha, ele é um prodígio incompreendido'', pois não cola mesmo! Mas sabe o que é pior? Tinham momentos que eu me via nele. E isto é péssimo, pois eu ficava me perguntando se eu era tão odioso para as pessoas quanto ele era. 
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Dos personagens, os únicos que eu salvo de verdade é o Hassan (o melhor e único amigo do Colin, e que é engraçado de verdade e, graças à ele, o livro rende boas risadas) e a Hollis Lee Wells (pois, de uma forma muito estranha, ela acabou me lembrando a minha própria mãe). Já a Lindsay, eu a achei completamente volátil. De lua mesma... A definição da ''Mulher de Fases''.
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Quanto a história em si: agora começo à entender todas as pessoas que odeiam este livro... Parece que fiquei dando voltas e voltas para lugar nenhum. E só encontrei algum sentindo na trama na parte final. Nos 80% restantes, é só um amontoado de cenas aleatórias que não parecem ter correlação nenhuma.
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Enfim, sei que depois deste testamento com jeito de manuscrito, pode parecer que eu não gostei do livro. Mas eu gostei dele, de verdade. Da forma mais sincera do mundo, eu digo: ''Teorema Katherine'' é um bom livro.  Mas não é isto tudo o que falam... Não mesmo! Tem seus momentos divertidos e legais e tal, mas justamente por ser pretensioso demais, acaba que quebra o encanto.
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E, sem sombra de dúvidas, ele não chega nem perto de ''A Culpa é das Estrelas''.
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Meu quote favorito:
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''Colin sabia que a mãe queria que ele vivesse uma aventura. Ela sempre desejou que ele vivesse uma aventura. Ela sempre desejou que ele conseguisse se um garoto normal. Colin achava que, no fundo, ela ficaria feliz se um dia ele chegasse em casa às três da manhã com bafo de bebida, porque isso seria normal. Garotos normais chegam em casa tarde, garotos normais tomam litros de cerveja quente nos becos com os amigos (garotos normais têm mais de um amigo).''
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Sobre o autor:
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John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses após se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, ''Quem é você, Alasca?'', que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. 
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O segundo romance de John, ''O Teorema Katherine'', foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. ''Paper Towns'', publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério. Em 2009, ''Paper Towns'' foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.

No seu tempo livre, John é um grande fã do Campeonato Inglês de Futebol, mas ele não fala para que time torce, porque não quer alienar possíveis leitores. Ele admite, entretanto, ficar arrepiado toda vez que ouve: "You'll Never Walk Alone" (Você nunca andará sozinho).
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TÍTULO:  O Teorema Katherine
TÍTULO ORIGINAL: An Abundance of Katherines
PÁGINAS: 304
AUTOR(A):  John Green
EDITORA: Intrínseca
NOTA: 3,5 Estrelas

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