sexta-feira, 12 de abril de 2013

Resenha: Walking Disaster

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''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Quando é demais para amar? Quando é errado lutar por quem você realmente quer?
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Travis Maddox aprendeu duas coisas de sua mãe antes de morrer: Amar duramente; Lutar mais. Em Walking Disaster, a vida de Travis está cheio de mulheres fáceis, Lutas subterrâneas e violência. Apenas quando ele pensou que era invencível, Abby Abernathy traz ele de joelhos. Toda história tem dois lados. 
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Na primeira vez, Jamie McGuire - autora de uns dos bestsellers mais vendidos pelo The New York Times, ''Belo Desastre'' - nos mostrou a versão de Abby. Agora é hora de ver a história através dos olhos intensos, decididos e loucamente apaixonados de Travis. Afinal, toda história tem dois lados.
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O que eu achei?
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''Belo Desastre'' é aquele tipo de livro que, ou você ama, ou você odeia. 
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Com um leque de personagens completamente reprováveis e cheios de defeitos, um relacionamento bastante doentio, e uma storyline repleta de passagens politicamente incorretas, o leitor precisa estar (ao menos) 100% consciente que o romance é em sua natureza uma história despretensiosa, para - então - embarcar na montanha russa emocional que o volume traz e comprar a ideia da autora. Por mais cético e reticente que eu fui antes da minha leitura, eu acabei entrando de cabeça no time dos que gostaram do volume, me tornando (para minha total surpresa) em mais um dos que foram tragados por este furacão devastador em forma de casal.
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Por isso, quando eu soube que a autora estaria lançando a versão da história narrada por Travis Maddox, fiquei bastante empolgado com a notícia. Querendo ou não, o gênio impossível, insano e volátil do bad boy é um dos grandes atrativos da história, e esta seria uma oportunidade perfeita para conhecer o outro lado da moeda.
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Enfim, o livro foi publicado... e para a minha sorte, eu consegui uma versão kindle dele logo no dia do lançamento - o que me fez largar praticamente tudo o que estava fazendo, para finalmente aplacar de vez a minha curiosidade. 
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E, para começar, a primeira coisa que eu gostaria de ressaltar é que - com a narração de Travis - eu acabei ganhando uma ideia completamente diferente da trama. Sim, o livro continua apresentando uma história repleta de vícios, condenações e erros homéricos, mas os personagens ganham novas nuances que - pelo menos da minha parte - não eram tão claras assim no primeiro livro, ainda mais levando em conta os dois protagonistas.
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Começando por Abby, confesso que sempre fui meio condescendente com ela, justamente por ter esta visão meio torta de que, no fundo, ela era a grande ''vítima'' de tudo - e que não tinha culpa por ter se apaixonado pelo cara mais torto da faculdade. Mas não é bem assim. Em ''Walking Disaster'', eu acabei achando ela meio cruel e muito sonsa em boa parte do tempo,  principalmente com relação à forma como ela tratava a sua ''amizade'' com o bad boy - chegando à ficar com raiva da garota em vários momentos. Já Travis, agora o nosso narrador, além de reforçar a sua posição já dada no livro anterior, ganha o status de ''coitado amando doentiamente''. Sob a óptica do filho mais novo da família Maddox, o leitor acaba meio que aceitando a sua visão de mundo um tanto quanto deturpada (pelo menos, quando se trata dele), e entende as formas - erradas, muito erradas - que ele encontra para lutar pelo amor que ele sente por sua ''beija-flor''.
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Outro que recebe uma nova luz é o ''nice guy'' Parker Heyes. Logo de cara, nós já descobrimos que o cara não é tão bonzinho quanto ele finge que é... Mas, para a nossa sorte, o destaque para ele é bem menor do que com relação ao primeiro livro. Mas, em contrapartida, nós recebemos uma presença maior de personagens legais como Shepley, o primo de Travis, e seus irmãos - com uma atenção maior para Trent (que com certeza deverá ser o protagonista do próximo livro da autora, só pelas ''pedras cantadas'' por ela).
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A narrativa de Jamie McGuire continua com seu jeito hipnotizante e visceral - reforçada pelo tom de voz bronco, desbocado e 100% masculino de seu porta voz. Com este volume, foi engraçado ver como alguns momentos eram importantes para um personagem, mas para o outro, não era tanto assim. Isto deixa de fora do livro algumas cenas legais - como a parte  hilária e meio ''High School Musical'' no refeitório - mas acabamos ganhando novos momentos, o que acaba cobrindo a falta destes detalhes com maestria.
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Em suma, ''Walking Disaster'' foi um livro feito para quem gostou e se viciou por ''Belo Desastre'' e seu jeito nocivo e perturbador. Mesmo conhecendo a história de cor e sabendo exatamente o que iria acontecer, eu senti a mesma adrenalina e a mesma tempestade emocional que vivi durante a leitura do primeiro livro. Todos os acertos, a  intensidade, os defeitos e todas as imperfeições continuam lá. Porém, mesmo assim, acabamos nos deparando com uma trama nova e repleta de novidades. Fiquei agarrado à ele do início ao fim, me desligando por completo do mundo ao meu redor. E, quando acabou, tudo o que eu podia pensar era  que eu queria mais, muito mais.
Para ler escutando:
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Música: Mulher de Fases - Artista: Raimundos
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Sobre a autora:
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Jamie McGuire nasceu em Tulsa, Oklahoma. Ela foi criada por sua mãe Brenda em Blackwell, Oklahoma, onde ela se formou no colegial em 1997. 
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Jamie assistiu à Northern Oklahoma College, da University of Central Oklahoma, e Autry Centro de Tecnologia, onde se graduou com uma licenciatura em Radiologia. Jamie vive agora em Enid, Oklahoma, com seus três filhos e marido Jeff, que é um cowboy de verdade. Eles compartilham seus 10 hectares, com quatro cavalos, quatro cães e Galo, o gato. 
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Livros publicados por Jamie incluem a trilogia Providence, e o ''The New York Times best-seller'' Beautiful Disaster, um romance contemporâneo. Quando ela não está escrevendo, Jamie passa seus dias deixando seus quatro cães dentro e fora de casa.
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TÍTULO:  Walking Disaster
SÉRIE: Belo Desastre
PÁGINAS: 448
AUTOR(A): Jamie McGuire
EDITORA: Simon & Schuster
NOTA: 4,5 estrelas

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