sexta-feira, 5 de abril de 2013

Resenha: Christine

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Sinopse:
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Arnie Cunnigham era um perdedor. Rosto coberto de espinhas, desajeitado com as garotas, magro demais, passava os dias pelos corredores da escola, tentando fugir da gozação dos colegas. Isso até Christine entrar em sua vida. Amor à primeira vista. A partir desse dia, o mundo ganha novo sentido. Tudo o que Arnie quer é estar junto de Christine. 
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Mas não se espere um novo Romeu e Julieta, tratando-se da mente assombrosa de Stephen King. 
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Christine é um carro. Um Plymouth Fury 1958. Um feitiço sobre rodas que se apodera de Arnie e faz dele alguém diferente. Há algo poderosamente maligno solto pelas estradas de Libertyville. Uma força sobrenatural que vai deixando seu rastro de sangue por onde passa. Embarque nessa viagem assustadora e boa sorte.
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Resenha:
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Se você quer ler uma história de amor, vá numa banca de jornal. As prateleiras estarão cheias de opções para a sua escolha, milhares de autores (e principalmente autoras) lutam por um nicho do mercado partindo pra mesma premissa: o amor tudo supera.
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Acreditar na força dos sentimentos não é novidade na literatura, principalmente quando o assunto é ficção especulativa onde coragem, amizade, empatia e  outros aspectos do nosso espectro "espiritual" são iluminados e nos iluminam.
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Essa não é uma dessas histórias. Essa é sobre ciúme. E ódio.
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Eu gostaria de falar sobre Arnie,o garoto cheio de espinhas que compra um carro e finalmente consegue pegar alguém, mas esse Arnie é um coadjuvante, a maior parte do tempo é LeBay falando do túmulo.  
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Um dos temas recorrentes na obra do Rei Stephen é a  forma como a obcessão é uma força que move o mundo, sendo usada para propósitos mais diversos, como achar atalhos (em "o atalho da senhora todd") ou sobreviver (as vezes às custas do próprio corpo, como no conto que eu esqueci o nome em que o cara come as próprias mãos e pernas pra sobreviver em uma ilha deserta).  
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O fenômeno que dá os "poderes" de Christine não são explicados, o que podemos deduzir é LeBay é tão obcecado em seu ódio que o objeto de sua obcessão acaba se tornando um canalizador de sua maldade e o sacrifício de sua filha é  o toque que faltava pra Christine se tornar o avatar da personalidade de LeBay.
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Mas agora, porque Arnie? Essa é uma pergunta interessante! Porque escolher um jovem pacato ao invés de alguém que compartilhasse do seu ódio? A falta de fibra pra lutar pela sua mente/alma? Alguém isolado o suficiente pra ninguém notar o que estava acontecendo? 
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E no que isso culmina? Em uma vitória do amor do recém formado casal Leigh/Dennis? E que tal não? O ato simbólico de juntinhos (*_*) atropelarem Christine até a  "morte" é um esforço em vão! Não é o suficiente pra manter a relação dos 2, e pior, não é o suficiente para acabar com Christine. 
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Acaba o amor, mas o mal nunca morre. HUA HUA HUA
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Esta resenha foi escrita por Helquer Sales, colaborador do blog ''Na Minha Estante''.
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Sobre o autor:
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Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema. 
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Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações),Christine, Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um MilagreO seu livro, The Dead Zone, originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada.
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TÍTULO: Christine
TÍTULO ORIGINAL: Christine
AUTOR: Stephen King
PÁGINAS: 400
EDITORA: Suma de Letras

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