quarta-feira, 17 de abril de 2013

Coluna: Julgando Livros Pela Capa #11

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Olá, pessoal! Como no mês de março eu não consegui fazer a coluna ''Julgando Livros Pela Capa'', aqui estamos nós - com um dos meus posts favoritos de todos os tempos ever. Tudo bem que ele era para ter saído no primeiro dia do mês, mas aconteceram várias coisas, e eu acabei postando também um monte de resenha e tal... Mas o que importa é que ele está indo para o ar agora. É.
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Enfim, na edição de hoje, eu trago para vocês as capas pelo mundo de uma das minhas leituras atuais: Battle Royale. Este foi um livro que eu queria ler à muito tempo (desde que vi o filme, no  começo do ano passado) e praticamente tive que buscar ele nos confins mais profundos da Terra - já que nenhuma editora foi esperta o suficiente para trazer ele para cá, aproveitando os holofotes sobre ''Jogos Vorazes'' (entenda mais aqui).
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Então, espero que gostem do post, e não se esqueçam de comentar e de dizer quais das capas vocês gostaram mais! '')
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Japão: Esta é a capa original do livro, lançado no longínquo ano de 1999. Apesar de ser bem simples e se utilizar apenas do título em uma formatação que remete à jogos clássicos de vídeo game, eu gostei bastante desta arte japonesa. Eu não sei bem o que é, mas ela me passa toda a tensão, com um jeitão  meio macabro - que tem tudo à ver com o história de Koushum Takami.
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EUA: A capa americana talvez seja a arte mais famosa do livro. Eu também gosto muito dela, pois mantém as cores presentes na edição japonesa, além deste logo incrível que eles fizeram para o livro. Outra coisa que chama bastante a atenção é como eles souberam mesclar esta falsa ''inocência'' que temos ao ver as sombras do casal de estudantes, aliados à imagens militaristas - como os caças no topo, e a bomba no nome do autor.
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Reino Unido: A edição britânica segue um estilo bem parecido com o americano, mas o foco aqui é a presença do sol nascente ao fundo - uma referência clara não só ao Japão, mas também ao governo militarista da distopia, que acaba se encaixando muito bem no contexto do livro. A capa também traz o casal de estudantes - que são os protagonista da trama - com as coleiras de controle que eles recebem assim que ingressam no programa Battle Royale.
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Alemanha Hardcover: Esta é uma das minhas capas favoritas, junto da britânica e da edição da terra do tio Sam. Além de manterem as cores vermelho, preto e branco, nós também podemos ver uma parte dos personagens presentes na trama, ilustrados como eles ficam no decorrer do livro - desalinhados, manchados de sangue e com armas na mão (destaque para a face derrotada e sem expressão do grupo).
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Alemanha Paperback: Já na versão econômica, a editora alemã buscou uma arte semelhante à capa americana. O que muda aqui é a sombra do casal de protagonistas - saindo da posição passiva, e transmitindo uma mensagem mais agressiva e violenta.
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Rússia: Eu geralmente não gosto das capas russas, mas esta eu achei legal. O padrão de cores permanece, e a editora de lá buscou um estilo mangá para a sua ilustração - usando e abusando do sangue no desenho para demonstrar a violência presente no livro. 
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França: Aqui nós temos uma movie tie-in, e este é um estilo de capa que já não curto muito. Apesar de achar que eles acertaram ao escolher uma das cenas mais impactantes da trama ao invés do poster do filme para ilustrar o livro, em contrapartida, a diagramação aplicada na arte dá a impressão que a história foi publicado no final da década de 1980 - o que não me agradou.
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Noruega: A editora norueguesa tinha tudo para ter uma das edições mais legais do livro, mas jogaram fora esta oportunidade ao escolherem este rosa shock nada à ver para a capa. A cor destoou por completo do clima do livro, e as manchas - ao invés de remeterem à sangue - acabaram parecendo pingos de tinta na parede. No fim, a capa parece mais propícia à um romance inspirado na novela ''Rebelde'' do que para uma distopia.
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Itália: Se a capa anterior pecou na hora de sua execução, a arte italiana errou feio já na concepção da ideia. Não curti mesmo este tom ''minimalista'' e ''hipster'' que eles quiseram dar para o livro, pois - ao invés de chamar a atenção por isto - acabou deixando a capa sem cor e sem graça. Do conjunto, salvaria apenas o vetor utilizado para a ilustração... Todo o resto, mudaria por completo.

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