quarta-feira, 13 de junho de 2012

Resenha: Como (Quase) Namorei Robert Pattinson

''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
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Sinopse:
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Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs do Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela faz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. 
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Mas, após um incidente com seus únicos (e insubstituíveis!) livros da saga, Duda entra em verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento “crepuscólico” é mais do que urgente. O que ela não esperava era conhecer Miguel Defilippo, seu vizinho na ilha de Manhattan, que é a cara do ator Robert Pattinson! Apaixonante, lindo, rico, misterioso e ambíguo, Miguel acaba se tornando um desejo mais inacessível para Duda do que o próprio astro de Hollywood. Uma história cheia de humor, aventuras e reviravoltas, para você chorar de rir!
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O que eu achei?
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Esta resenha era para ter saído ontem, dia 12 de junho, como forma de comemorar o dia  comercialmente (cofcof) conhecido como O Dia dos Namorados. É lógico que o meu plano não deu certo, como sempre, mas aqui estou eu -cheio de amor e paz neste coração à tanto tempo gelado - com a resenha de um livro verdadeiramente apaixonante.
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Quando eu ganhei ''Como (Quase) Namorei Robert Pattinson'', no final do ano passado, eu achava que ele seria só mais um livro engraçadinho, meio nonsense e cheio de personagens estereotipados - tanto é que demorei séculos para tirar ele da estante e ver aonde ele ia me levar. Logo no começo, tudo indicava que  ia ser só isto mesmo. Mas conforme eu ia avançando na leitura, mais eu descobria que a Carol Sabar tinha uma história genuína para contar. E uma história muito boa  e muito bem escrita, por sinal.
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Apesar da sinopse oficial dar à entender que a trama é apenas uma grande curtição com a cara das fãs malucas e sem senso de realidade da Saga Crepúsculo (e não deixa de ser), o que o livro traz - de verdade - é um conto sobre o crescimento pessoal de uma garota nem um pouco madura, presa em um mudinho solitário, que precisa viajar para longe e dar várias topadas para aprender a ver o mundo como ele realmente é.
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Apesar de enorme - mais de 400 páginas - eu devorei o volume. E isto tudo se deve ao fato da narração, feita em primeira pessoa pela protagonista Duda, ser muito gostosa e engraçada. Mesmo nunca tendo sido um desses fãs loucos - só um fã normal mesmo, eu consegui me identificar bastante com todos os outros ''dramas'' da universitária. Os capítulos são intercalados com depoimentos no Orkut e atualizações no Twitter, deixando a história ainda mais dinâmica e divertida. E eu gostei de verdade de todos os personagens que surgiram durante a trama (quero dizer, quase todos... mas é sempre assim, né?). Sem sombra de dúvidas, foi muito bom ''conhecer'' Nova Iorque através dos olhos da ''Crepuscólica'', como a menina se auto-denomina, e - se pudesse - voltaria mais vezes para lá com ela. 
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O livro é cheio de piadas ''easter-eggs'', que só quem é fã ou já leu algum livro da história de amor de Bella e Edward vão entender, mas ele também foi feito para quem nunca chegou perto ou é ''hater'' assumido da série escrita por Stephenie Meyer. A base do livro pode até começar sendo as aventuras de uma Twihard e sua paixonite exacerbada pelo carinha que é ''a cara'' do Vampiro-Galã, mas a história cresce por si só e ganha rumos próprios e andando com as suas próprias pernas. 
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E foi isto o que me conquistou. De fato, ''Como (Quase) Namorei Robert Pattinson'' é um livro que logo ganha a simpatia dos fãs da Saga... Mas quem o está esnobando, achando que ele só fala sobre isto, não sabe o que está perdendo. 
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NÃO MESMO!
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Meu Quote Favorito:
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'' - (...) Há quanto tempo você não fica com um garoto?    
   Boa pergunta.    
   Faço uma rápida contagem mental e, boquiaberta, largo-me na cama, fitando o vazio.  
   (...) Ai Meu Deus!... Faz tanto tempo que praticamente recuperei a virgindade da boca.'' 
Página 32
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Sobre a Autora:
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Carol Sabar nasceu em 1984, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Formou-se em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Juiz de Fora e trabalha na fábrica de meias da sua família.
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Carol é viciada em literatura desde a infância. Lê de tudo e tudo mesmo. Mas tem uma queda maior por literatura jovem-adulto, onde se encontrou como escritora. Para ela, escrever é viver muitas vidas, experiências que jamais sonharia em ter. Quando escreve, mergulha de corpo e alma na criação das personagens, que acabam ganhando autonomia e soprando palavras em seus ouvidos, dia e noite, sem parar.
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Foi voltando do trabalho, parada no trânsito engarrafado, que Carol teve a primeira ideia para seu romance de estreia Como (quase) namorei Robert Pattinson: a imagem do ator de Hollywood passando óleo bronzeador nas pernas de uma fã. Ficou rindo sozinha até chegar em casa, e, imediatamente, começou a escrever. 
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TÍTULO:  Como (Quase) Namorei Robert Pattinson
PÁGINAS: 464
AUTOR(A):  Carol Sabar
EDITORA: Jangada
NOTA: 4,5 Estrelas

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