quinta-feira, 24 de maio de 2012

Resenha: Emily, The Strange

''Na Minha Estante'' Assegura: A resenha a seguir está completamente livre de Spoilers... Leia sem Moderação e divirta-se!
.
Sinopse:
.
Emily, the Strange: 13 anos. 
.
Poderia pular de prédios muito altos, se estivesse a fim. 
.
É mais provável que esteja cochilando ao lado de seus quatro gatos pretos; ou montando rapidamente um acelerador de partículas com fios de algodão, lentilhas e alfinetes de segurança; ou tocando bateria/guitarra/saxofone/cítara... 
.
Ou pintando um mural furioso no esgoto; ou forçando alguém a dizer “três tigres tristes” treze vezes e bem rápido... 
.
Só para poder apontar na cara desse alguém e rir.
.
O que eu achei?
.
Emily, The Strange foi um livro que eu fiz força para gostar. Fiz mesmo. Mas sempre me parecia que faltava alguma coisa na história. E esta sensação me acompanhou do começo até o final.
.
''Os Dias Perdidos'' nos apresenta Emily, uma personagem já bastante conhecida no mundo da moda e das histórias em quadrinhos, que é dona de quatro gatos, uma língua ferina e um visual gótico digno de um membro da família Adams. Logo nas primeiras páginas, descobrimos que ela está perdida - em uma cidade completamente estranha - e sem memória alguma. É a partir deste ponto que a história começa, ou ao menos deveria, como logo descobri.
.
Para a minha surpresa (ou seria decepção?) durante vários momentos da narrativa, o autor simplesmente preferia encher páginas e mais páginas com cenas propositalmente bizarras e milhares de falas engraçadinhas, cujo o único objetivo era reafirmar a personalidade contestadora e cult da protagonista. Tenho que confessar que esta linha escolhida para contar a história foi o que mais me irritou durante a leitura pois - ao invés de avançar no ''mistério'' apresentado - eu me sentia dando círculos ineterruptos no mesmo lugar.
.
E este detalhe acabou transformando o que era para ser uma leitura ''leve, rápida e divertida'' em uma leitura ''chata, arrastada e sem-graça alguma''. Tudo bem que houve momentos em que eu até esboçava um sorriso, principalmente nas milhares de listas que a Emily produz durante o livro inteiro e que sempre possui 13 itens por pura coincidência... Mas o estrago já estava feito. E eu passei longos sete dias desejando intimamente que o livro terminasse, para que pudesse correr para outro livro. Apenas.
.
No final das contas, quando cheguei nas últimas páginas, percebi que - sim - eu havia me divertido em alguns momentos passados com ''Emily, The Strange''. E que, de quebra, eu também tinha garantido um belíssimo livro em Hardcover de procedência nacional (Yes, we can!), repleto de ilustrações fantásticas e muito bem traduzido. Mas o saldo positivo se resumia somente à isto. Eu tinha mais contras do que prós, ao todo. O que era uma pena, pois eu realmente achei que fosse curtir a leitura. Mas, não era para mim. E isto sempre me deixa triste, pois não gosto de me decepcionar com nenhum livro que trago para casa... Ainda mais um que foi particularmente caro.
.
Mas, como eu já disse, pelo menos ele é em Hardcover... E ficou bonito na minha estante. É.
.
Meu Quote Favorito:
.
''Eu tenho lançado olhares mortais para qualquer um que passa pela minha poltrona, mas infelizmente para mim agora tenho um vizinho de poltrona bem falante, um cara normal de meia-idade com aquele visual normal de serial-killer de meia-idade. Eu me esforcei ao máximo para cortar logo a conversa.
   Cara Normal: [Finalmente terminando a longa explicação sobre os seus negócios em Wichita.] Então, o que você faz nesse ônibus sozinha?
   Eu: Desculpa, eu não falo inglês.
   CN: Hein? Parece que você fala inglês sim.
  Eu: Não. Eu não falo uma palavra de inglês e, além do mais, tenho problemas na fala, então se não se importar, vou dormir agora.''
 
Página 76
.
Sobre o Autor:
.
.
Nathan Carrico, amigo de Rob Reger, projetou Emily em 1991, para uma empresa de skate em Santa Cruz, onde nasceu a Cosmic Debris. Em sua garagem de Santa Cruz (e mais tarde em um armazém de um artista em San Francisco) Reger criou os desenhos, e com Matt Reed, trouxe para o mundo da moda - através da criação de várias t-shirt - essa garota misteriosa e jovem com 4 gatos pretosCom o impulso de sucesso e mainstream, vários quadrinhos sobre Emily também foram feitosPrincipais pessoas criativas ao longo dos anos (designers, artistas gráficos, ilustradores) trabalharam com a Cosmic Desbris. Entretanto, Rob Reger continua a ser a principal força criativa por trás da marca (que consta, entre vários projetos, uma série de livros para o público jovem)e Buzz Parker é o ilustrador chave para as histórias em quadrinhos e site.
.
TÍTULO:  Emily, The Strange - Os Dias Perdidos
TÍTULO ORIGINAL: Emily, The Strange - The Lost Days
SÉRIE: Emily, The Strange
PÁGINAS: 276
AUTOR(A):  Rob Reger e Jessica Gruner
EDITORA: Galera
NOTA: 2,5 Estrelas

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...