segunda-feira, 7 de maio de 2012

Debate: Sobre Livros Bons e Ruins...

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Depois de mais um breve recesso, aqui estamos nós novamente (Cantarolando Here We Go Again...). Com o fim das minhas férias, várias provas na faculdade e outras ''cositas mas'', eu meio que fui obrigado à ficar em Off aqui no blog. Mas, como vocês devem saber, eu sempre volto no final. E eu voltei, of course!
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Mesmo estando menos plugado do que eu gostaria, nas últimas semanas eu venho acompanhando o crescimento considerável na blogosfera de textos sobre o que é ou o que não é literatura de qualidade e, principalmente, sobre o que as pessoas deveriam ler e o que elas deveriam jogar em uma fogueira. Quem me conhece sabe que eu sou bastante passional quando o assunto são livros... então, sim, muitas vezes eu senti os meu dedos coçarem diante de alguns comentários. Mas como eu tenho MUITA preguiça (#Sempre ela, né?!) de gente que se acha ''A Pessoa Mais Cult-Inteligente-Superior-Bad Ass do Mundo'', eu resolvi apenas me segurar e fazer um Debate aqui no blog. Yeap, eu #SouDesses!
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Este gif demonstra um décimo das minhas reações enquanto lia algumas opiniões...
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Para se ter uma idéia, o título original deste post seria ''Sobre Livros Chamados de ''Fúteis'', Clássicos, Falsos Bad-Ass e Pseudo-Cults'' - o que demonstrava bastante o que eu estava sentindo, mas simplesmente era enorme e inviável. Assim como o próprio texto, que foi praticamente digitado em fluxo de pensamento, e  com certeza vai estar cheio de imagens que eu surrupiei peguei emprestado de outros blogs e tumblr's, mas vão transmitir exatamente tudo o que estou pensando.
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Então, para começar esta nossa pequena odisseia no maravilhoso mundo dos livros de ''entretenimento'' e seus queridos Odiadores, vamos apenas estabelecer uma coisa: Eu gosto de clássicos. Gosto mesmo. Se eu me interessar pela história, não importa em que época ele foi escrito, eu leio mesmo! É claro que eles exigem uma bagagem maior do leitor, é lógico que eles possuem uma escrita muito mais elaborada e é fato que eles são indispensáveis... Mas eles não são os únicos. E nem te fazem uma pessoa melhor/adulta/mais esperta só por ler eles.
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O que me irrita profundamente, e foi o que me motivou à escrever este debate, é ver pessoas que estão mais habituadas à lerem livros Clássicos ou livros mais Conceituados se considerarem superiores a qualquer outro tipo de leitor e condenar toda uma gama de livros ''mais comerciais'' por não atender às suas necessidades. Este tipo de visão elitista e pseudo-cult me parece tão arcaica, e em alguns casos me parece tão forçada, que eu simplesmente fico com preguiça de ''conversar'' com uma pessoa assim. Pois, ou ela tem uma visão muito limitada do mundo ou é tão reacionária que nem a família dela deve a aguentar.
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Minha resposta para quando um Elitista começa a falar...
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Em um país cujo o mercado editorial começou a crescer só à poucos anos, ver pessoas lendo um livro que esta gente considera um ''Detrito Comercial Literário Pegajoso e Tóxico para a Sociedade'', para mim, já é uma vitória. Eu simplesmente vibro quando vejo alguém andando com um livro aleatório à tiracolo no meio da rua. Não importa se é auto-ajuda, de banca ou um best-seller mal avaliado pelos críticos. Dou pulinhos - literalmente - quando me deparo com um pavilhão lotado de pessoas em busca de histórias novas. São estas vitórias que eu comemoro, e que estas pessoas ''tão cultas'' fazem tanta questão de desmerecer.
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Pois, por mais triste que isto possa parecer, Clássicos e livros Conceituados - por melhores que sejam - não atraem novos leitores. Para se ler um, entender e apreciar como um todo, é preciso ter o mínimo de prazer na leitura. E é este o principal papel dos livros ''Pops'' (como o Márcio, do blog Marcinhow e os Livros, os chama - e que eu simplesmente acho genial). São eles que fazem o papel de ensinar a pessoa à dar os primeiros passos no mundo da literatura, criar um elo com as tramas escritas no papel e com todos os personagens que surgem.
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Pseudo-Cult, a verdade bate em sua porta...
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''Tá'', você elitista pode me responder, ''mas tem gente por aí que já gosta de ler fazem Éons, e nem por isso pegaram um Machadão ou um Dickens!''. Aí eu rebato: ''E quem falou que elas PRECISAM ler eles?!''. É claro que, quanto mais livros abrangentes você ler, mais conhecimento você adquire. Mas, se uma pessoa não tem a mínima vontade de ler uma obra de Jane Austen, ela não tem a obrigação de correr atrás dela. Eu acho, só acho, que uns 75% dos novos leitores pegam um volume por que estão curiosos com as possibilidade que eles oferecem, não por que querem se tornar Acadêmicos e provar algo para alguém. Os outros 25% são pessoas que se enquadram nas alternativas anteriores (ou só se interessam por modinhas, mas isto é uma outra história...).
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E isto me lembra que, em um desses comentários, a pessoa fez uma comparação que eu achei tão #Fail que é digna de ser citada aqui. Segundo ela, se ''alguém já sabe andar de bicicleta, por quê deveria continuar o caminho à pé?''. Bom, por que elas gostam - e isto é óbvio! Quem disse que uma pessoa que lê livros ''descartáveis'' (eu ODEIO este termo, é sério) não pode sentir o mesmo prazer que uma pessoa que lê José Saramago sente?! Afinal, isto aqui NÃO é uma competição para provar quem é ''In'' ou quem é ''Out''. Estamos falando de gostos e, como diz o ditado, isto não se discute! O que vale ressaltar que não é política da Boa Vizinhança coisa nenhuma, como alguns podem esbravejar por aí. É um direito de todos. Ponto Final.
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Para você ver o charme de um livro, ele não precisa ser aclamado pela crítica muito menos ser o objeto de estudo de um conceituado catedrático de Letras. Basta ele te agradar. Te prender do inicio ao fim. Simples assim. Não importa se é a Saga Crepúsculo ou O Morro dos Ventos Uivantes... Quem está se conectando com aquele universo é você, então não precisa sentir vergonha. 
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Viram, até o Haymitch, que passa 24h do dia bêbado, sabe disto! 
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Vejam bem, eu sou do tipo de pessoa que acredita que cada leitor tem aquele livro que foi feito para ele. Eu sou do tipo escapista, que gosta de se desligar da realidade e viver em um outro mundo... Dezenas de Jovens-Adultos, Infanto-Juvenis e até mesmo alguns adultos (tanto Sobrenatural quanto Contemporâneo) se enquadram neste quesito. Mas isto não significa que eu também não tenha meus momentos de ler um Drama, um Clássico ou um livro mais ''cabeça''.
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O que é ruim para mim, pode ser ótimo para o próximo, e vice-versa. Não deixe que estas pessoas ''tão inteligentes'' tirem estas oportunidades de você. Não acho que exista livros bons e livros ruins... Todos eles tem o poder de  passar um sentimento positivo e determinado para um pessoa certa, nem que seja uma só. Ás vezes, aquele livro que a maioria considera uma bosta faça a diferença na vida de um único leitor. E é aí que reside a mágica. E, sim, ela pode estar presente em um ''House of Night'' da vida (uma série que, por sinal, eu não passei do primeiro livro). 
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É claro que não podemos rebaixar a qualidade de um livro Consagrado para defender os livros mais comercias. Mas, a verdade é que nenhum deles são unânimes quando o quesito é charme. E como eu já disse, isto não tem nada a ver a qualidade de um texto. O que eu acho é que existem livros que foram feitos para um determinado grupo, e outros construídos para agradar à uma outra parcela dos leitores. Basta você escolher em qual momento você está - e se quer continuar nele.
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Eu tenho orgulho SIM dos livros que eu leio, e de todos os outros que já li. Falo que gosto de livros jovem-adulto sobrenaturais e contemporâneos  sem nenhuma vergonha. E você?!

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