sábado, 6 de agosto de 2011

Especial: Harry Potter & Eu

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Originalmente, este posta sairia no Domingo - em formato de vídeo -  como forma de homenagem ao aniversário de J. K. Rowling, ao também aniversariante Harry Potter e como uma maneira de me ''despedir'' da série (que lançou - no último dia 15 - seu derradeiro episódio cinematográfico, após quatro anos do encerramento da saga no universo literário). Estava tudo indo muito bem... Até que o Youtube bloqueou o meu vídeo por eu ter utilizado alguns acordes de ''Hedwigs Theme'' e ''Leaving Hogwarts'' (dois temas marcantes da série nos cinemas) na introdução e no encerramento do mesmo.
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Mas tudo bem. Mesmo com este pequeno aborrecimento, nada poderia apagar tudo o que passei nestes 10 anos em que acompanho a Saga. E, depois de praticamente uma década, tudo o que posso pensar é: Como o tempo passa rápido!
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Sei que isto é muito clichê, mas parece que foi ontem que eu peguei o meu primeiro livro de Harry Potter para ler, e o devorei em poucos dias (um recorde para mim na época). Na verdade, eu me lembro como se fosse ontem: Eu tinha 12 anos e, depois de ir assistir à ''Pedra Filosofal'' nos cinemas, quase no fim de Dezembro de 2001, eu consegui que minha prima me emprestasse o 2° livro (que ela já tinha, e eu nem tinha consciência)... Nem preciso dizer que comecei à ler ''Harry Potter e a Câmara Secreta'' na mesma noite.
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Para conseguir ler os outros volumes já foi uma tarefa mais difícil. Apesar ter pego ''Pedra Filosofal'' poucas semanas depois de terminar a aventura do Basilisco, eu só pus as minhas mãos em ''Prisioneiro de Azkaban'' assim que completei 13 anos. Imaginem o suplício da pessoa, já completamente viciada neste universo fantástico imaginado por J. K. Rowling, e tendo que se contentar só com reler os primeiros enquanto tinha que esperar quase um ano para ler o próximo volume.
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Sim, foi difícil... Muito difícil.
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Mas isto acabou virando uma espécie de ''tradição''. Basicamente, todos os livros (exceto o 1° e o 7°, ''Relíquias da Morte'') eu li com a idade exata em que o trio de protagonistas estavam na história. O que foi uma tortura para mim na época, agora eu vejo que foi mágico... Pois eu, querendo ou não, sabia o que os personagens estavam sentindo, e entendia como era a cabeça deles. Eu estava passando pela mesma coisa... Eu estava crescendo com eles! Literalmente cursei Hogwarts durante este tempo, mesmo nunca tendo recebido uma carta sequer por uma coruja (Frustração que só foi ''curada'' - entre aspas mesmo - quando eu comprei o meu livro ''A Magia do Cinema'' e, mais recentemente, consegui me inscrever no Pottermore.).
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 Foto da minha ''coleção'' sobre HP... Sim, ela já está BEM desatualizada!
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Em 10 anos, Harry, Rony e Hermione foram amigos inseparáveis. Acho que nunca senti algo que se comparasse à este elo que tenho com a série (Forever Alone), e isto só mostra o quanto estas histórias são especiais para mim. Muito mais do que me devolver o prazer da leitura, este mundo de magia e perigos que a Tia Jo nos proporcionou por tanto tempo foi para mim um reflexo nos momentos felizes, e um refúgio nos meus momentos difíceis (e, acreditem, na minha adolescência foram muitos...).
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Harry Potter esteve presente comigo durante metade da minha vida. Em partes com os livros, outras partes com os filmes, e no restante das formas mais variadas possíveis. A primeira coisa que eu fiz com o meu 1° salário do meu 1° emprego foi comprar um livro da série. Conheci pessoas e fiz novas amizades graças à estas histórias. Tenho orgulho de ter pertencido à Geração Potter, e não sinto vergonha nenhuma em dizer isto.
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Acho que, para mim, a Rowling não é só uma inspiração... É uma heroína. Por isso que me senti tão mal quando chegou a hora de dizer ''adeus''. Como eu falei na coluna ''Da Estante Para as Telonas'', eu vinha protelando este momento desde 2007, quando que, mais uma vez através de um livro emprestado pela minha prima (desta vez em inglês) li o último volume - ''Relíquias do Morte''. Então quando chegou o momento em que caiu a ficha, que não teria mais histórias - nem livros e nem filmes - para esperar, eu não consegui me controlar. Fiquei tão triste que, usando uma analogia da própria série, parecia que havia um Dementador perto de mim, sugando toda a minha energia e roubando meu sorriso.
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Mas ou menos como eu fiquei quando saí do cinema...
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Só que, quando o momento de ''luto'' passou, eu me dei conta de que, por mais que não tivéssemos coisas novas para aguardar, o que aconteceu comigo durante este período eu levaria por toda a minha vida. Assim como os Trekkers, ou a turma de ''Star Wars'', eu vou te a missão de repassar estas histórias para os meus filhos, dizer com orgulho de qual Geração eu participei, e me lembrar de todas as coisas fantásticas que passei por causa de Harry Potter. O ciclo havia terminado, sim, mas como uma colega minha disse para mim uma vez: ''Somente o que é realmente bom dura tempo suficiente para se tornar inesquecível''.
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E ''Harry Potter'' é inesquecível.
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Então, tudo o que me resta é agradecer. Por mais que eu tenha consciência de que ela nunca vá ler este meu ''desabafo'', eu gostaria de agradecer à J. K. Rowling por ter transformado o fim da minha infância, marcado a minha adolescência e me preparado para a minha vida adulta. Obrigado por ter me dado novos amigos, por ter me devolvido o fascínio pela leitura e por me levar à um mundo onde sempre quis estar.
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Se algum dia eu conseguir fazer para alguém um terço do que esta mulher fez para minha vida, eu vou me sentir a pessoa mais realizada do mundo. Pois ter o poder transformar é mágico... E suas marcas ficam presentes por quem é tocado para sempre.

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