terça-feira, 12 de julho de 2011

Coluna: Julgando Livros Pela Capa #4

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Esta semana está tendo um gosto muito agridoce para mim...
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Doce porquê, daqui à quatro dias, eu estarei vendo o último filme inspirado nos livros da série ''Harry Potter'' - uma saga que me fisgou no final da minha infância e que eu acompanho desde então. E Amargo porquê... Bom, basicamente pelo mesmo motico. Por isto, para comemorar este verdadeiro marco de uma geração, durante toda esta semana eu farei post especiais, todos em homenagem à série criada pla genial J. K. Rowling.
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E o post de hoje nada mais é do que um dos  meus favoritos: O ''Julgando Livros Pela Capa'' - estrelada de forma brilhante por nada mais nada menos do que o livro ''Harry Potter e as Relíquias da Morte''.
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Inglaterra (Edição Infantil): Muitas pessoas não gostam muito destas edições inglesas, mas eu simplesmente AMO. Na verdade, o meu sonho de consumo é ter todos os volumes nesta versão, não importando se fosse em Hardcover ou Paperback. Eu não consigo escolher uma ilustração preferida, pois cada uma consegue expressar o clima certo do livro, sempre coloridas e chamativas - uma regra à qual ''Relíquias da Morte'' (e os dois últimos) não fugiu, mesmo com o clima mais sombrio que a Saga ia ganhando com o tempo.
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Inglaterra (Edição Adulta): Se as edições infantis inglesas são os meus amores, a edição adulta da série poderia muito bem ser a minha paixão. Sempre com imagens ilustrativas que destacam algum ponto da história, a cobertura sempre nos faz imaginar que o mundo fantástico criado por J. K. Rowling realmente existe. Se pudesse (e tivesse nadando na grana) eu também compraria esta edição dos livros (e eu sinceramente acho que o Medalhão de Slytherin da capa inglesa dá um verdadeiro banho no apresentado no filme ''Relíquias da Morte - Parte 1'').
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Inglaterra (Nova Edição): Diferente das outras duas versões, eu acho esta nova edição inglesa da série um erro! Sei que muitos ficarão apaixonados pela nova capa, mas eu não suportei... As anteriores erão tão perfeitas, que não tinha razão alguma para mudar para um novo modelo não muito atrativo. Os editores falaram que a mudança era uma forma de chamar novos leitores para a série, mas eu não consigo entender esta lógica. Eu acho este modelo tão anos 70, que não consigo ver ninguém que ainda não tenha lido algum livro da série se interessando pela história com estas ilustrações.
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Estados Unidos: Esta eu esperei com expectativa... Eu tenho uma verdadeira queda pelas ilustrações da americana Mary Grand'Pré, e durante muito tempo eu fiquei imaginando como seria a arte que estamparia a capa do último livro da minha série preferida. Porém, quando chegou o dia da revelação, aconteceu algo que eu não experava: Eu me decepcionei com a capa! Sei lá, ela me parecia clara demais, as letras que formavam ''Deathly Hallows'' eram esquisitas e - resumindo um pouquinho a ópera - ela não era muito impactante. Confesso que, depois de um tempinho, eu me acostumei com a arte... Só que, depois de ver alguns esboços que a Mary fez para o mesmo livro, eu realmente constatei que ela poderia ter feito um pouquinho melhor.
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Brasil: Contrariando a lógica, eu gosto da capa nacional de ''Relíquias da Morte''... Eu sei, é a mesma arte da americana, mas eu gostei de algumas adaptações que a Rocco fez na nossa edição, como colocar a imagem em um tom mais escuro do que a original e o letreiro do título com uma fonte mais impactante - e mais bonita também. Isto mostra como uma diagramação diferente pode fazer toda a diferença - sorte esta que nossos amigos de Portugal infelizmente não tiveram.
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França: Eu não gosto das ilustrações francesas para Harry Potter, mas confesso que achei muito interessante a escolha da cena que estampa o último volume por lá. Para quem não reconheceu, e se não quer saber Spoilers é melhor parar por aqui, este é o momento logo após o enterro do Dobby, o Elfo Doméstico, no Chalé das Conchas. A cena é realmente bonita, e traz toda uma melancolia que combina com livro... Só acho que a capa, e o desenho em si, seria bem mais bonito se estivesse nas mãos de um ilustrados menos ''experimental''.
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Alemanha (Edição Infantil): Contrariando a opinião geral, eu me amarro nas capas infantis alemãs... Acho que elas tem um traço tão forte, tão bem coloridas e uma personalidade tão marcante, que não tem como não gostar delas ao menos um pouquinho. Para a capa de ''Relíquias da Morte'' a editora decidiu abrir uma votação para os fãs, e eles tinham duas opções para escolher: Esta que virou a oficial, com a cena em que Harry finalmente se rende ao Lord Voldemort durante a Batalha de Hogwarts, e uma outra, com o trio fugindo do Fogomaldito na Sala Precisa. As duas versões eram lindíssimas, e - se eu fosse de lá - não saberia qual escolher.
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Alemanha (Edição Adulta): Porém, mesmo gostando da capa infantil alemã, o mesmo eu não posso dizer da sua versão adulta... Falando sério, parece que o povo junta um monte de imagem e - pronto! - fizeram a capa. Um exemplo disto é a própria capa de ''Deathly Hallows''. Se você reparar, a mão que está segurando a Espada de Griffindor simplesmente está flutuando no meio da floresta, sem um braço nem nada... E não me venha com a história de que é ''um livro sobre magia, pode tudo!''. Para mim isto se chama ''Péssimo Uso de Photoshop'', e se eu morasse lá - e soubesse alguma coisa de alemão, é lógico - com certeza iria comprar a versão infantil mesmo.
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Rússia: Esta imagem da capa russa é na verdade da nova edição dos livros por lá.... Eu simplesmente gamei nelas! Elas lembram um pouco as versões adulta da Inglaterra - tanto que em ''Relíquias da Morte'' eles também escolheram o Medalhão de Slytherin para estampar a cobertura - mas elas tem uma personalidade tão forte, e uma beleza nova que traz de volta o antigo, que não tem como não se render à elas... Ao menos uma vez (quem já viu outras capas da Rússia sabe o que estou falando), os Russos acertaram a mão.
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Espanha: Eu até gosto dos desenhos da Espanha. Mas, verdade seja dita, eles não são lá muito originais. Diferente das outras versões, em que a ilustradora Espanhola fazia uma nova versão das capas americanas, em ''Relíquias da Morte'' a moça (me esqueci o nome dela, sorry!) resolveu ser mais criativa e recriar uma cena diferente das ilustrações da terra do Tio San. Tudo bem que o momento escolhido é o mesmo da capa alemã - a Cena da Rendição do Harry - porém eu reconheço o esforço - já que, ao menos uma vez, a capa fugiu do rotineiro Ctrc C + Crtl V...
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Finlândia: Mas nem todas as capas de Harry Potter são lindas ou instigantes... Na verdade, existe um seleto grupo que eu carinhosamente chamo de ''Sem Noção Alguma''. E, encabeçando esta lista, nós temos a capa da Finlânida. Sério, alguém consegue levar a sério um livro com uma capa dessas?! Tudo bem, se repararmos, ela contém todos os elementos presentes na história, mas... Que roupas são estas?! Parecem que, antes de caçarem as Horcruxes, o trio resolveu passr pelo Brasil para pular Carnaval. Isto sem falar nestes narises enormes que dá medo só de imaginar alguém com eles!!!
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Japão: Outra que eu não gosto nem um pouco são as ilustrações Japonesas... Para variar, elas não seguem o estilo Mangá (que eles conseguem enfiar em tudo, acho que até em propaganda de preservativo!). Mas, mesmo assim, a arte não consegue ser muito feliz. Só para se ter uma idéia, para entender que cena era esta (que, por acaso, é o momento do ataque aéreo dos Comensais da Morte contra a Ordem da Fênix sobre os céus da Inglaterra), eu levei quase uma hora... Sem falar que a diagramação, e acho que até o ilustrasdor, são os mesmos da série ''O Diário da Princesa'' por lá. Tudo a ver, né?!
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Holanda: Continuando a nossa seção de ''Sem Noção Alguma'', nós temos a capa da Holanda, com um photoshop que consegue ''superar'' a imagem da edição adulta da Alemanha. Eu reconheço a criatividade do ilustrador, e até gostei dele ter escolhido uma cena diferente (a Fuga de Gringotes) para estampar a capa, mas algumas coisas simplesmente não funcionam. Um exemplo disto? Esta capa!
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Itália: Já uma capa que eu sempre faço força para gostar, mas no fim eu não consigo, são as artes italianas. Eu até me lembro de um comentário da prórpia J. K. Rowling em um especial da BBC, onde ela dizia não entender patavinas do significado por detrás da capa de ''Pedra Filosofal'' que eles criaram. E, mantendo esta ''tradição'', aí esta a capa ''misteriosa'' de Relíquias da Morte. Dou um doce se você, na primeira olhada, conseguir advinhar que cena é esta... E, se por acaso você for que nem eu, e precisar de mais de uma dia para finalmente entender a imagem, não se preocupe - eu te falo a resposta: O desenho nada mais é que o momento em que Harry e Hermione vão para Godric's Hollow no Natal, de baixo da Capa da Invisibilidade.
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Dinamarca: Mas nem tudo está perdido... Existem aquelas capas que são uma grata surpresa, e conseguem superar as originais. Abrindo este grupo, nós temos a arte da Dinamarca. Eu adorei o fato deles terem escolhido a Batalha de Hogwarts para ilustrar o livro. Amei a idéia do artista de mostrar os representantes de cada grupo que forma a Escola defendendo o castelo, tendo como fundo apenas o céu aberto e o disparo dos feitiços. Adorei o fato da capa ter um clima mais dark e sombrio... E, mesmo com o Harry sendo a cara do Daniel Radcliffe, eu realmente não consigo encontrar um defeito nela.
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Ucrânia: Outra capa que utilizou a Batalha de Hogwarts com maestria foi a da editora Ucrâniana. Assim como a ilustração dinamarquesa, o Harry, o Rony e a Hermione de lá são a cara de suas versões cinematográficas. Porém, perto da riqueza de detalhes e de todas as referências presentes nela, este detalhe consegue passar batido. Posso dizer com propriedade que todas as capas da série na Ucrânia conseguem entrar para o Hall das Mais Bonitas, e em ''Relíquias da Morte'' a turma fez a lição de casa e conseguiu dar um banho em muitos outros modelos.
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Suécia: E para finalizar este post, tago para vocês a capa que, talvez, seja a mais original de todas... Para começo de conversa, quem acompanha a série Harry Potter sabe que as caps da Suécia são um verdadeiro arraso. Então, eu já esperava algo de bom vindo de lá. Porém, quando vi a ilustração e percebi de qual cena ela se tratava, eu me espantei. Pois, com uma audácia e sensibilidade sem fim, a editora fez uma aposta arriscada e, como sempre, saiu vitoriosa. Simplesmente me emocionei ao ver que eles escolheram a cena do ''Limbo'' para ilustrar a composição, e ela consegue ser tudo o que propõe ser: Simples, sombria e melancólica.

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