domingo, 8 de maio de 2011

Resenha: O Legado de Lorien

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''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!
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Sinopse:
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Nove bebês aliens estão se escondendo entre os seres humanos, eles fugiram de seu planeta natal, Lorien, para se esconder na Terra. Uma espécie invasora, os Mogadorians, destruíram seu planeta, e seguiram eles a Terra para caçá-los. Cada um dos nove aliens é dado a um tutor para desenvolver seus poderes sobre-humanos enquanto se tornam adultos e lhes são atribuídos números. Estas últimas crianças de Lorien só pode ser mortas na sequência de seus números.
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O Que eu Achei?
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A primeira vez que eu ouvi falar de ''I Am Number Four'' foi no ano passado, em uma resenha (não me perguntem quem foi quem fez, nem o blog, por que a minha memória é horrível!).
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Ele poderia muito bem ter passado despercebido para mim se a autora (sim, eu me lembro que era de uma garota!) não tivesse utilizado uma frase mágica: ''Se você era fã da era High School das primeiras temporadas de ''Smallville'', com certeza ''I Am Number Four'' foi feito para você...'.
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Vejam bem, eu sou um eterno saudosista das eras originais de Smallville... Por mim, a série teria acabado no final da 3ª temporada (aquele desfecho seria perfeito - e ''linkava'' direitinho com o universo das HQ's). Porém, quando os criadores decidiram dar um novo rumo para as ''origens'' do Superman, eu meio que  fiquei órfão do mesmo jeito - já que eu não veria mais o meu alienígina (AKA super-herói) preferido tentando se ajustar no Colegial e ganhar o coração da Rainha do Baile.
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Então, já daí vocês devem terem percebido qual foi o efeito que esta simples frase causou em mim... Nem preciso dizer que, assim que comentei no blog (putz, por que eu não me lembro qual foi?! ), eu saí pela net e comecei a caçar informações sobre à história. No mesmo dia, eu consegui ler outras três resenhas, descobrir que a história estava sendo adaptada para o cinema, ver o primeiro  teaser-trailer e ser inforamdo que a Editora Intrínseca iria lançar o volume por aqui.
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Nem preciso dizer que eu (me desculpem o termo chulo) enchi o saco da editora através do twitter para saber quando eles iriam resolver publicar a tradução. Mas, no fim, a minha ansiedade ganhou e eu não consegui esperar por uma resposta... Acabei comprando o livro em inglês mesmo e comecei a ler ele assim que chegou aqui em casa.
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No mesmo dia, mergulhei na história de Quatro, um dos nove sobreviventes do planeta de Lorien, que veio para Terra tentar fugir dos Mogadorians - uma raça alienígina ambiciosa e malígna, que rouba os recursos naturais de outros planetas, depois de quase destruírem o próprio. Para proteger os nove Loriens restantes, as crianças fogem acompanhadas por seus Cêpans (uma espécie de guardião sem poderes, cuja a missão é proteger e treinar os Gards - os Loriens que desenvolvem dons sobrenaturais) e sobre elas são lançadas uma espécie de ''encanto'' - onde os nove só podem ser assassinados em uma certa sequência numérica.
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Logo de cara, descobrimos que os três primeiros Loriens da ''lista'' já morreram, e que o Quatro é o próximo (frase redundante...). Tentando escapar dos Mogadorians, ele e seu Cêpan, Henri (nome lindo! *-*) mudam-se às pressas para a pequena cidade de Paradise, Ohio, para se esconderem e levarem uma vida mais discreta.
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Quatro, agora apelidado de ''John Smith'', de primeira pensou que não ia se acostumar com a nova vida. Afinal, o que uma cidade pequena no meio do nada poderia oferecer?... Só que logo ele viu que estava enganado. Já no primeiro dia de aula, ele conhece o Sam (um nerd louco por histórias de ET's e que vira de cara um sério candidato à ser seu melhor amigo - coisa que ele não teve muito neste tempo aqui na Terra), a Sarah ( a Garota-Mais-Bonita-da-Escola e que por acaso parece estar se interessando DEMAIS nele), o Mark (o Capitão-Poular do time da escola, que é o ex-namorado da Sarah e um idiota de marca maior) e - é claro - o (já famoso) cão Bernie Kosar.
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Isto para mim foi um prato cheio. Ao longo das páginas, eu me deliciava com a história contada no livro, e podia dizer claramente que eu já estava fisgado pela narrativa do John - hora dividindo as suas atenções para sua vida ''normal'' no Ensino Médio, ora aprendendo mais sobre o seu passado e suas habilidades sobrenaturais.
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Só que eu não contava com uma coisa: Duas semanas depois que eu iniciei a minha leitura, a editora Intrínseca resolveu publicar o livro aqui no Brasil. Com isto, a blogosfera literária se encheu de resenhas e eu, como sempre, não consegui conter a minha curiosidade e li mais do que deveria.
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Depois de algum tempo me alimentando só de Spoilers e opniões alheias, tudo aquilo acabou me saturando. Sempre que eu pegava o livro para ler, a história não me prendia mais - sem falar que os comentários ''maldosos'' (por falta de uma palavra melhor) de algumas críticas acabavam me enchendo a cabeça, e com isto, eu deixava o livro de lado. E foi assim durante quase um mês inteiro - até que eu decidi que aquela situação já estava ficando ridícula!
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Afinal, eu estava gostando da história... Os personagens tinham me conquistado, e não seria a opnião alheia (e contrária) que iria mudar isto (vide o caso ''Crescendo''). Foi então que a minha leitura retomou o seu ritmo normal. E o ''problema'' foi superado TÃO bem que, quando eu menos percebi, eu já estava virando a página final - em estado de transe com as derradeiras cem páginas, não acreditando que o livro tinha acabado. O que me fez perceber que, ao enrolar com o livro, eu acabei me apegando ainda mais à ele. Se antes ''I Am Number Four'' seria apenas mais uma leitura divertida, agora com certeza ele havia entrado de supetão na minha lista de ''Must Reads'' (que, quem conhece, sabe que é MUITO seleta).
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Mesmo tendo lido o livro durante quase dois mesmes, eu não queria ter de me separar dele. Porém, agora que ''acabou'', tudo o que me resta é me controlar o máximo possível e esperar por ''The Power of Six'', o segundo livro da séire, que deve ser lançado ainda este ano nos EUA (e que eu, mais uma vez, não vou esperar e irei comprar em inglês mesmo).
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O Ponto Alto
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''I Am Number Four'' é um daqueles livros em que você tem vontade de mergulhar dentro dele (pelo menos, para mim foi assim...).
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Eu poderia colocar no ''Ponto Alto'' a cena do Halloween, onde o Quatro FINALMENTE encontra uma finalidade para os seus dons - ou quem sabe mesmo os capítulos sobre a festa na casa de Mark James e suas consequências (nem um pouco agradáveis)... Mas aí eu não estaria sendo justo, nem com o livro, nem comigo.
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Pois, os momentos que mais me marcaram na leitura foram, justamente as cem últimas páginas. O clímax do livro é tão cheio de reviravoltas, ação e ''outras coisas mais'', que eu não sabia se ficava tenso, com medo pelos personagens, ria de alguma situação, ou até mesmo chorava. (*Sim, eu chorei com o final de ''I Am Number Four'', e daí?!)
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Momento Desnecessário
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Geralmente, para se contar uma história, um autor precisa de muitos recursos. Em ''I Am Number Four'', Pittacus Lore (é, eu sei que é um pseudônimo!) fala sobre o passado do Quatro através de visões do passado. Os Flasbacks sobre o dia da destruição de Lorien eram até legais no começo, mas depois começaram a ficar repetitivos e cansativos (para não falar ''chatos'' mesmo...). Quase que pulei o último - se não fosse por uma revelação de última hora. Talvez, se ele tivesse reduzido estas visões para duas ou três participações na história, estas cenas não ficassem tão arrastadas... Mas como não foi assim, e infelizmente nem tudo é perfeito, eu definitivamente as escolho como os ''Momentos Desnecessários'' do livro.
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Quem me conquistou?
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Já deve até estar chato de ler isto, mas definitivamente os coadjuvantes roubam a cena. Henri, Sam, a número Seis (*-*) e Bernie Kosar (sim, o ''cachorro'') simplesmente saltam das páginas do livro à cada aparição. Eu gostei MUITO dos quatro, mas isto não significa que eu tenha odiado o John ou a Sarah. Na verdade eu até entendo o disco repetido do Four - Céus, o cara só tem 15 ANOS! - e, para mim, a Sarah é mais uma à entrar para o ''seleto'' hall de personagens injustiçadas do universo dos livros jovem-adulto...
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Ela é normal? É... Mas qual é o problema disto?! O fato de ela não sair por aí chutando bundas e com uma metralhadora na mão não é motivo para querer que ela morra. (Acho que, depois deta, eu estou começando á pensar em criar o F.A.P.Y.A.I. - Fundo de Apoio aos Personagens Young Adults Injustiçados).
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Quem eu odiei?
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Quem eu Odiei? Sem dúvida alguma, foram os Mogadorians - os aliens do Mal. Foi uma resposta clichê? Sim, mas eu não tive culpa.... Até por quê, eu não odiei mais ninguém. Nem o Mark, que em metade do livro foi um completo babaca, me importunou tanto assim.
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Por isto eu fico com o óbvio... Por isso eu escolho os Mogadorians.
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A Capa
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Se tem uma coisa que eu não tenho vergonha de dizer é que eu AMO a capa de ''I Am Number Four''... Toda a arte gráfica, desde á Jacket (com detalhes em Baixo-relevo) até a Hardcover (o símbolo dos Lorien impresso em vermelho metalizado é simplesmente lindo!) é um verdadeiro show - provas de um projeto de primeira linha. Por isso, mais uma vez, eu me rendo ao pessoal das artes gráficas da Harper Teen e fico sonhando com o dia em que livros 100% nacionais possam também serem lançados deste jeito...
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Minha Playlist
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Música: Save Me - Artista: Remy Zero
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Se você não sabe que música é esta, então não teve vida... Até por quê, ''Save Me'' é um dos melhores temas-de-abertura de uma série dos, sei lá, últimos 15 anos. Então, como foram os anos dourados de  ''Smallville'' que me fez - indiretamente - ler '''I Am Number Four'', nada melhor do que dedicar a Música Principal das aventuras do jovem Clark Kent para o também intergalático - e candidato à Herói da nova geração de aliens - número Quatro.
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TÍTULO: I Am Number Four
SÉRIE: The Lorien Legacies
PÁGINAS: 440
AUTOR(A): Pittacus Lore
EDITORA: Harper Teen
NOTA: 8,5

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