segunda-feira, 18 de abril de 2011

Resenha: Uma Jornda NADA Espiritual

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''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!
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Sinopse:
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Em "Beber, jogar, f#@er", Bob Sullivan - traído e abandonado por sua mulher - parte em uma jornada em busca da felicidade - e da liberdade. Desiludido, Sullivan nos convida a acompanhá-lo em farras homéricas e algumas confusões com que todo homem sempre sonhou: encher a cara na Irlanda, apostar até as calças em Las Vegas, e dar asas a seus desejos proibidos na Tailândia. A única regra é não ter regras. 
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O Que eu Achei?
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Eu sei, eu sei... esta parte da Resenha era para ser em vídeo. Só que, durante este curto período entre a sexta-feira retrasada e hoje, ocorreram dois pequenos contra-tempos que me impediram de realiza a minha ''mais nova análisa audio-visual'' à cerca de um livro. (Uma fase tosca, eu sei!).
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Quais foram eles?
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Bom, o primeiro foi que, durante a semana, minha tia viajou e levou a minha câmera emprestada - o que, por si só, já explica o nosso pequeno hiato. Porém, o segundo motivo com toda a certeza foi o mais incisivo na minha decisão: Minha professora de ''Análise Oral & Escrita'' fez uma pequena visita aqui no meu blog e viu que as minhas duas últimas análises foram feitas em forma de vídeo. (Em minha defesa, falo que foi somente metade delas!)
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Mas e a conclusão desta história? Depois da minha últimas aula, ela me chamou e me passou um ''pequeno'' feedback de como um aluno dela deve tratar as suas resenhas...
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Ou seja: ela chutou o meu traseiro traseiro desbotado e me mandou parar de preguiça e escrever as rewies do início ao fim - o que, fazendo uma pequena ''viajem na maionese'', foi meio irônico, já que o livro de hoje começa justamente com um chute no traseiro.
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Bom, para o quarentão Bob Sullivan, ser deixado pela esposa e descobrir que ela já está tirando o atraso com outro está mais para um chute no s@co do que no traseiro. E é bem verdade. Só que é à partir deste ponto que o protagonista resolve dar uma sacudida em sua vida pacata e viajar pelos quatro cantos do mundo - dando início à estória de ''Beber, Jogar, F@#er''.
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Mesmo se eu não soubesse, fica bem claro durante a leitura que o livro foi escrito como uma resposta/versão masculina/paródia ao Best Seller biográfico ''Comer, Rezar, Amar''.  É algo que a prórpria sinopse faz questão de exaltar: ''Agora é a vez dos homens!''
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E é a nossa vez mesmo, já que a ''jornada espiritual'' de Bob nada mais é do que um roteiro para farras homéricas, regasdas à Bebibas, jogatina e sexo - sem falar no palavriado de estivador do protagonista e de seus companheiros. Além disto, Andrew Gottlieb dá várias indiretas bem diretas ao livro de Liz Gilbert, e nos faz ficar pensando se a ex ''esposa'' de seu personagem é ou não é a protagonista do outro romance (já que, em NENHUM momento do livro, o Bob fala o nome de sua mulher).
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Só que o livro não se sustente só nisto...
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O que realmente me suspreendeu foi que, no fim, o livro tem uma história a contar. Sullivan quer passar um ano só se divertindo? Confere. Ele bebe, joga, transa, viaja (não exatamente nesta ordem) como se não houvesse amanhã? Confere de novo. Mas o que nem ele mesmo sabe é que ele busca algo maior. No fundo, o protagonista não quer só se esquecer dos problemas do velho casamento. Ele quer é encontrar um sentido REAL para a sua vida.
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E foi a partir deste momento que eu comecei a gostar do livro.
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O Ponto Alto

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Como a sinopse deixa bem claro, o livro é divido em três partes/lugares: Irlanda, a terra do Álcool; Las Vegas, a Capital dos Jogos de Azar; e a Tailândia, o paraíso do Sexo. Em cada passagem, conhecemos pessoas e acontecem cenas que seriam dignas de um ''Especial: Os Pontos Altos de Beber Jogar F@#er''... Mas eu estaria mentindo para mim mesmo se não dissesse que a minha ''parada'' preferida foi a da Irlanda. Eu não sei se foi por que eu estava esperimentando aquela sensação de novidade junto com o Bob, ou por que eu simplesmente me simpatizo pela pátria dos Leprechaus. O que quer que tenha sido o motivo, com certeza esta foi a parte do livro mais gostosa de se ler - mesmo para aqueles que nunca ficaram de porre na vida (como eu!).
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Momento Desnecessário
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Não foi bem um momento necessário, mas eu senti que a parte da Tailândia prometeu mais do que cumpriu. Bob vai para lá na intenção de sair da seca? Vai. Ele finalmente tirou o atraso? Sim. Mas, mesmo com isto, pareceu que o autor ficou com receio de aprofundar mais o assunto.
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Tudo bem, a Tailândia é um momento crucial para o desfecho do livro. Mas se esta cena tivesse ocoorido, sei lá, em Alcapulco, não teria feito a mínima diferença. No fim, pareceu que o Andrew só colocou o roteiro na história só para poder fazer piadinhas sobre o sexo no país e para o trocadilho do ''Fazer'' (é, não é ''Fazer'', mas todo mundo sabe do que estou falando) no titulo.
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Quem me conquistou?
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Esta pergunta eu respondo sem pestanejar: Colin e Rick. Os dois não tem nada em comum - o primeiro é um beberrão profissional de marca maior, e o segundo é um garotão que largou tudo para curtir a vida - mas eles são os verdadeiros ''gurus'' de Bob durante a sua jornada. Eles são os tipos de pessoa que você gostaria de conhecer durante a sua vida, mesmo eles não tendo o melhor vocabulário, ou até mesmo um conselho decente. Mas a dupla é maneira e divertida, e só de ler você quer ser amigo deles (se eles existissem, é claro...)
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Sei que não é bem esta a palavra que eu gostaria de usar, mas é só ela que me vem na cabeça neste momento: Caras, vocês são os meus divros!
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Quem eu odiei?
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Por mais que você tente, não existe um personagem ''odiável'' em ''Beber, Jogar, F@#er''... Tudo bem, podemos nos lembrar da ex esposa do Bob. Mas é aí que tá - se nem ele odeia ela tanto assim no final, por quê nós faríamos isto?
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Se existe um personagem que não me agradou muito na leitura, acho que o único que se enquadrou neste quesito foi o Peter, da Tailândia. Ele tinha tudo para ser mais um ''Colin/Rick'' na vida do Bob... Só que não foi! Na verdade ele se mostrou mais um playboysinho do que um guru. E acho que foi com esta decepção que senti que eu acabei não me simpatizando muito com ele.
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Só que, mesmo com isto, eu não o odeio. Apenas sou indiferente.
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A Capa
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Como o livro inteiro, a própria cobertura de ''Beber Jogar F@#er'' é uma sátira à ''Comer Rezar Amar''... Ao invés de macarrão, um terço indiano e lã da indonésia, aqui nós temos tampinhas de cerveja, fichas de jogo e uma coleção de camisinhas. Preciso dizer qual capa eu prefiro? É, eu acho que não.
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Minha Playlist
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Música: Tik Tok - Artista: Kesha
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Assim como a garota do $ no nome, tudo o que Bob Sullivan está precisando no momento é ''acordar de manhã se sentindo como P. Diddy''... E não é que, durante um ano inteiro, ele consegue levar uma vida de astro de vídeo clip de Hip Hop?!
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TÍTULO: Beber, Jogar, F@#er
TÍTULO ORIGINAL: Drink, Play, F@#k
PÁGINAS: 288
AUTOR(A): Andrew Gottlieb
EDITORA: Planeta
NOTA: 8,0

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