terça-feira, 26 de abril de 2011

Resenha: Estranhas Criaturas

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''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!
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Sinopse:
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Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim...
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O Que eu Achei?
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Falar sobre ''Beautiful Creatures'', para mim, vai ser bem complicado. Até por que eu ainda não sei bem se eu odeio ou se eu amo a história contada no livro.
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Logo de cara, ''Dezesseis Luas'' me prendeu. Gostei da forma de narrar do Ethan Wate, o protagonista, e me envolvi com todo o mistério acerca da pacata (e extremista) cidade rural de Gatlin e da chegada de sua mais nova moradora - Lena Duchannes. Durante as primeiras 200 páginas, eu me vi agarrado à trama criada por Margaret Stohl e Kami Garcia, agarrado ao desenvolvimento do relacionamento do casal central dos personagens, querendo saber cada vez mais o que a garota era na verdade e por que ela e o rapaz não poderiam ficar juntos...
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Só que foi aí que o meu problema começou: no exato momento em que finalmente descobrimos o que Lena na verdade é, todo o meu interesse em cima da história começou a se perder.
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Vejam bem, eu tenho um imenso problema quando as histórias começam à ficar ''viajadas'' demais. Acho que os únicos livros que abusam deste recurso, mais que eu consegui superar este meu ''bloqueio'', foram as séries ''Harry Potter'' e ''Nárnia''. De resto, qualquer outro livro que deixe a fantasia fluir, sem ao menos ter o mínimo pedido de verossimilancia, simplesmente cai pelo buraco negro do esquecimento do meu cérebro e eu não consigo mais ler a trama de forma fluída.
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E foi mais ou menos isto o que aconteceu com ''Dezesseis Luas''.
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Ao chegarmos ao meio da história, enfim descobrimos o que Lena é: Uma Conjuradora - o que na verdade é apenas uma nova definição para o termo ''bruxa'' (mas não fale isto perto de um Conjurador). Até aí, tudo bem... Só que a trama perdeu a verossímilancia. A magia que começou a tomar conta da vida de Ethan me parecia mais infundada do que encantadora. E, aos poucos, eu começava a perder o interesse no livro. A única coisa que me mantinha preso às páginas do romance era o ''impedimento'' em cima do namoro do casal, e todas as outras dezenas de centenas de folhas descrevendo as coias ''fantásticas'' que a casa (e a família) da garota poderiam fazer me pareciam mais uma tortura japonesa, com requintes de crueldade.
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Mas eu não desisti - por mais que eu tenha pensado MUITO nisto.
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Assim eu passei semana atrás de semana, me deliciando com a vida ''normal'' dos garotos e quase me matando com a vida ''mágica'' dos mesmos. Só que, depois de vários dias de ''doce-e-amargo'', finalmente chego no clímax do livro... E é aí que todas aquelas páginas de pura ''encheção de línguiça'' começam a parecer que valeram a pena.
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Nos capítulos finais, toda aquela minha fome pela história voltou com tudo! Eu não conseguia me desgarrar do volume para nada, e eu cheguei ao ponto de ler algumas páginas de ''Dezesseis Luas'' durante uma palestra na faculdade...
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Só que, por mais que o final tenha me surpreendido e me devolvido o prazer em ler a história do garoto que se apaixona por uma Conjuradora, eu ainda assim não consegui esquecer os momentos de ''viajens'' e de ''encheção de línguiça'' durante a leitura... Por isso eu não sei se recomendaria esta série para todo mundo. Na verdade, nem sei se recomendaria para mim mesmo.
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Sendo bem sincero, eu só estou certo de uma única coisa: Eu preciso de ''Beautuful Darkness'' para ontem... Talvez, e só talvez, assim eu descubra se esta série esta apta à figurar na minha lista de ''Must Reads'' ou não.
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O Ponto Alto
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Como já deu para perceber no ''O que Eu Achei?'', para mim, o clímax É o ponto alto de ''Dezesseis Luas''. Na verdade, tudo o que parecia sem sentido durante a leitura se encaixou perfeitamente, e os personagens que eu achava totalmente desnecessários finalmente acrescentam algo à narrativa... Enfim, como continuo na minha política de ''Spoilers Quase Zero'', tudo o que posso dizer é que a cena toda envolve cemitério, uma estranha tempestade e muito fogo. Ou seja: A combinação perfeita! *-*
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Momento Desnecessário
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Não é bem um ''momento desnecessário'', mas a parte ''mágica'' do livro eu achei BEM forçada - ao menos em 90% do tempo em que estava lendo. Eu sei que, quando você escreve um romance sobre brux... quero dizer, Conjuradores, é claro que a imaginação vai rolar solta. Só que isto não é desculpa para deixar a fantasia sem uma base de realidade.
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Enquanto eu estou lendo um livro fantástico, eu gosto de pensar que aquela mágica pode, de fato, existir. Gosto de imaginar que a mágica é REAL. E foi principalmente isto que eu senti falta em ''Dezessei Luas'': A mágica do possível, do verossímel.
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E, sem sombra de dúvidas, esta é a minha maior (e única) reclamação com relação à história, e o que mais me deixou decepcionado (sem falar que as autoras poderiam muito bem ter gastado menos páginas com isto, né?!).
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Quem me conquistou?
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Se a magia presente no livro não me agradou muito, eu não posso dizer o mesmo dos personagens. Ethan, Lena, Amma, Macon Ravenwood, tia Marian, Link, Ridley, as três Irmãs... são dezenas de personagens, cada um com uma personalidade diferente, mas ultramente carismáticos. Não tem como resitir: todos te conquistam de alguma forma - até mesmo aqueles que não deveriam fazer isto. São poucos os livros em que todos os personagens conseguem te envolver de alguma forma. E, com certeza, ''Dezesseis Luas'' é um deles.
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Quem eu odiei?
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Agora que eu acabei de ler, pode parecer meio errado citá-la... Mas, no fundo, ela é daquele jeito. E, durante a leitura, com certeza quem eu mais odiei foi a Sra. Lincolm - a mãe do melhor amigo do Ethan, o Link. No decorrer de todo o livro, a mulher promove uma verdadeira caça às bruxas (com o perdão da palavra) contra a Lena, só por que ela é diferente dos outros moradores da cidade. Sem falar que ela é mesquinha, venenosa, fofoqueira, (falsa) puritana e que, quando Ethan e Link eram crianças, ela tentou banir os livros e filmes de Harry Potter do condado de Gatlin...
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Tipo, qualquer personagem/pessoa que tenta banir os livros/filmes de Harry Potter em qualquer cidade/país/lugar merece o meu ódio/desprezo eterno.
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A Capa
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À primeira vista, a capa pode parecer um tanto estranha. Mas, quando chegamos perto e a vemos em nossas próprias mãos, não existe quem não se renda à ela. As árvores são impressas em uma espécie de tinta metalizada e o roxo do fundo nos dá a impressão de que a cobertura na verdade é uma velha porta de alguma antiga casa de Gatlin... Ou seja, mais um trabalho maravilhoso pelo qual a editora Galera é conhecida (não aqueles trabalhos porcos que vimos em livros como ''Hex Hall'' e ''Quando Cai o Raio'').
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Minha Playlist
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Música: Dezesseis Luas - Artista: ?!
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Eu sei que esta canção não esxiste de verdade.... Mas. desde que começamos a ler o livro, esta ''música'' simplesmente salta da página e chega até nós. Não importa se ela está tocando na casa de Lena, ou se ela foi parar misteriosamente no I-pod do Ethan - a canção é tão viva que eu já até consigo escutar a melodia sem nem ao menos saber como ela realmente é...
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(ps: A minha ''Dezesseis Luas'' tem um ritmo triste e fúnebre, como a versão dark de ''Sweet Dreams (Are Made of This)'', cantada pelo Marilyn Mason... Ou seja, se você quer ler o livro escutando alguma música, que seja esta! Rs).
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TÍTULO: Beautiful Creatures: Dezesseis Luas
TÍTULO ORIGINAL: Beautiful Creatures
SÉRIE: Bealtiful Creatures
PÁGINAS: 485
AUTOR(A): Margaret Stohl & Kami Garcia
EDITORA: Galera
NOTA: 7,5

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