quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Resenha: Entre o Céu e o Inferno

''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!

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Sinopse:
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Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade : Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade. Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e colocar toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática. Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta : será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal ?
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O que eu achei?
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Já faz um tempinho desde que terminei de ler ''Halo'', mas até agora fiquei me perguntando o que falar sobre ele... Acho que foi assim que comecei a resenha de ''Cidade dos Ossos'' (eu tenho que PARAR de ficar me lembrando deste troço, coisa chata!), mas esta é diferente. Até por que, eu gostei do livro. Achei a escrita da Alexandra Adornetto belíssima, ainda considerando a pouca idade da autora... Só que ele teve os seus altos e baixos.
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A começar pela Bethany. A protagonista é uma jovem anjo, que vem para Terra para cumprir uma Missão Celestial. Até aí tudo bem. Haviam algumas contradições na narrativa dela e tal, mas nada que comprometesse a história. Só que aconteceu algo que se tornou um problema: Beth ficou humana demais. Sei que era a intenção da autora e tal, mas a questão é que - depois que ela conhece o seu consorte humano, o galã-escolar Xavier Woods - a garota começa a se transformar em uma versão angelical da Bella Swan. Ela depende do namorado para viver, respirar, comer, dormir, ir no banheiro... Tudo! O que no começo parece até bonitinho, no meio já se torna irritante.
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Confesso que até gostei de algumas cenas dos dois juntos, houve momentos em que eles agiram da forma que tinham que agir (ouviram Sr. e Sra. Cullen), mas o resto poderia muito bem ter sido retirado da versão final do livro que continuava a mesma coisa. E foi isto o que considerei ruim no livro.
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O legal em Halo é que os seus seres, tanto os Celestias quanto os infernais, são DE VERDADE. Toda a mitologia que a Alexandra pesquisou e adaptou para o romance ganha vida ao decorrer das páginas, e quando chegava estes momentos, eu até me esquecia que estava irritado com o ''mimimi'' da Beth. Este foi o primeiro livro de anjos YA que li e que Deus não é apenas citado, mas como também lembrado... E não fica parecendo em nada com uma aula de religião. Ele é tão naturalmente introduzido à narrativa que, quem não segue uma crença monoteísta, não se sentirá desconfortável com a leitura.
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Outro ponto positivo do livro é que, quanto mais avançamos nele, mais as coisas vão se tronando sombria. Bethany e seus irmãos Celestiais, Gabriel e Ivy, estão na pequena Venus Cove para uma Missão... Só que eu não esperava que ela se personificasse na forma de um adolescente chamado Jake Thorn. Desde que ele entra em cena, o leitor sente o sinal de alerta piscar no nível máximo - sem falar, que sempre que o garoto aparece, coisas ruins acontecem: Acidentes de carro, incêndios inesplicáveis, mudanças repentinas de personalidade... Suicídios.
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Só que esta má influência não para por aí. Jake está de olho na Beth... e a quer ao seu lado no lago de fogo e enchofre. E é este pequeno detalhe que fez o livro ficar tão fantástico - e me fez esperar descontrolávelmente por sua continuação com um nome ''nem um pouco'' sugestivo, Hell.
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O Ponto Alto
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Todo o desfecho do livro, desde o ''ritual'' de possessão no cemitério, passando pela tortura da Bethany até chegar à luta entre o Gabriel e o Jake. Na cena em que o Arcanjo vai salvar a Beth das garras do demônio-teen em sua plena forma, eu simplesmente dei pulinhos na minha cama. Sem brincadeira! Foram capítulos que me fizeram ficar grudados no livro, e que abrem uma gama de expectativas do que podemos esperar em ''Hell'' - o segundo volume da trilogia. Só por estas páginas eu já recomendaria a leitura do livro.
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Momento Desnecessário
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Logo depois de uma briga que tiveram, que causou uma pequena separação, Beth e Xavier reatam. A cena é até bonitinha e tal, os dois falam que um não pode viver sem o outro - o que ficou BEM claro em todas as outras páginas anteriores - e então, como forma de reconciliação, os dois decidem dar mais um passo no relacionameto. Bethany tira a roupa, Xavier a segue, o casal se deita junto na cama da garota e... e... NADA. Eles não fazem nada! Ficam apenas abraçados e TOTALMENTE NUS. P*rra, se é para transgredir as regras, que façam direito! Se eles ficassem com ou sem roupa, não mudaria nada! Continuariam SÓ abraçados. Até li os parágrafos umas quatro vezes só para ver se estava engando... Mas não estava. É sério, esta cena me broxou Legal - literalmente!
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Quem me conquistou?
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Durante toda a leitura, fica bem claro que Bethany e Xavier são os protagonistas de ''Halo''. Mas sempre que os ''irmãos'' da garota - Gabriel e Ivy - e a melhor amiga dela - Molly - apareciam, todas as minhas atenções se voltavam para eles.
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Bom, primeiro por que... er, o cara é um ARCANJO - do tipo que com um olhar destrói os inimigos, um Guerreiro com quem não gostaríamos de mexer. Já a Ivy (Oh, Ivy...) é uma Querubim - ou seria Serafim, não me lembro - do tipo de ''parar quarteirões'' e fazer qualquer mortal ter pensamentos pecaminosos (Heresia, EU SEI!). Diferentes da Beth, os dois são Anjos de verdade, com A maiúsculo.
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Quanto a Molly... Bom, o que a Bethany tem de ''Bella Wannabe'', ela tem de ''Porraloca''. Uma combinação quase que impossível! Sem falar na queda - nem um pouco correspondida, devo dizer - que ela tem pelo Gabriel (e por seus comentários inapropriados para uma melhor amiga de um ser Celestial) Rsrsrs.
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Quem eu odiei?
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Jake Thorn. Não tem jeito! Sei que muitos que já leram o livro vão falar: ''Mas é ele que dá graça para a trama!''. Mas é aí que tá - o cara dá ''graça'' até DEMAIS. Aprontando tudo e todas... Sem falar que ele é um demônio no corpo adolescente, sem o uso de ''aspas''. É sério, neste ponto eu sou ultra conservador: Não tem como me simpatizar com o ''lado negro da força''.
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A Capa
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Já pela capa, você consegue visualizar todo o clima do livro... A ilustração gráfica que estampa a cobertura de Halo é TÃO perfeita, que a Beth e o Xavier da minha imaginação tem exatamente as mesmas características físicas das figuras criadas em CG. É por isso que dou ''Cinco Phantom's Abanando o Rabo'' para a equipe de criação.
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Minha Playlist
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Música: Halo - Artista: Beyoncé
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Não tem como escapar da canção... Além de nos lembrarmos dela pelo próprio título do livro, a própria Alexandra Ardonetto colocou uma estrofe da música como citação do livro. Agora, toda vez que escuto ''Halo'', eu me lembro da Beth e do Xavier (e não sei se isto é bom ou ruim).
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TÍTULO: Halo - Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras Do Céu e do Inferno
TÍTULO ORIGINAL: Halo
AUTOR(A): Alexandra Ardonetto
EDITORA: Agir
NOTA: 8,5

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